Igrejas ou times de futebol?

by carlos Email

Há algum tempo atrás o meia Paulo Henrique Ganso saiu do Santos e foi contratado pelo São Paulo. O então ídolo da torcida teve alguns entreveros com a diretoria, e seus últimos dias no time não foram muito felizes. Daí, ao ser contratado pelo São Paulo, declarou à imprensa que era sonho antigo jogar no time...

Na primeira vez que jogou na Vila Belmiro, o jogador declarou, ingenuamente, que ficara surpreso com a hostil acolhida da torcida do seu ex-time. O que esperava o jogador, que lhe beijassem os pés?

A atitude, em se tratando de time de futebol, me pareceu esperada. De amigo, o jogador passara a inimigo, ou mais suavemente, concorrente.

Entretanto, a mesma coisa ocorre em igrejas. Quando você passa muito tempo numa igreja, e um dia decide que é hora de ir embora, seja qual for a razão, frequentemente será hostilizado não só pelos congregantes, como até lideranças.

A atitude, esperada num time de futebol, não tem qualquer lugar na igreja de Jesus. Sim, pois as igrejas pregam (e devem pregar) Reino de Deus, entretanto, em situações como essa se comportam como pequenos feudos, esquecendo completamente a palavra de Deus.

Quando uma pessoa sai de uma igreja e vai para outra, não deveria haver nenhuma hostilidade, raiva, ou qualquer tipo de sentimento negativo. Sim "somos seres humanos", porém, se proclamamos e realmente cremos num Reino de Deus, não devemos nos apegar sobremaneira a nossos pequenos grupos, que literalmente, às vezes somam alguns gatos pingados.

Afinal, nosso general é Cristo ou quem é?

Igreja Brasileira em Miami

by carlos Email

Desde o dia 16 de novembro, a Igreja Presbiteriana de Key Biscayne passou a oferecer um culto em português para a comunidade brasileira da área de Miami.

Os cultos se iniciam às 19 horas dos domingos, e são realizados no tempo da tradicional igreja, que também oferece cultos em inglês e espanhol na parte da manhã.

Com amplas instalações e estacionamento, a igreja atende não somente a comunidade brasileira de Key Biscayne, mas também da área da Brickell, Coral Gables, Downtown Miami, South Beach, Miami Beach e Miami de modo geral.

O pastor encarregado do culto em português é Ezequias Abreu, com mais de 25 anos de experiência ministerial no Brasil, curso de mestrado na Holanda, além de diversos livros publicados.
Tel. 786-202-7982
160 Harbor Dr. Key Biscayne, FL

http://www.kbpc.org/pt-br/
http://igrejabrasileiraemmiami.blogspot.com
http://cultoemportuguesemmiami.blogspot.com

De quem são as ovelhas?

by carlos Email

Outro dia chegou às minhas mãos uma edição de um jornal brasileiro editado nos EUA. Na capa, a foto de um famoso pastor brasileiro. A manchete dizia que o pastor era DONO de não sei quantas ovelhas!

Um absurdo. É bem provável que tenha sido ignorância do(a) jornalista, que não soube se expressar bem. Porém, diria que a atitude preponderante é de que as ovelhas têm dono sim, e este seriam os pastores e ou ministérios.

Fica claro para mim que o dono das ovelhas é Deus triuno. O mesmo princípio de mordomia que se aplica a dinheiro e bens, se aplica às ovelhas. Deus dá para cuidar, se não cuidar direito Ele tira. Ou não, afinal, Ele é soberano. Porém, a prpriedade é dEle.

Pois muitos pastores se referem, e tratam, as ovelhas como seus bens pessoais, como cabeças de gado mesmo. Orgulham-se dos seus rebanhos como qualquer próspero pecuarista. E alguns, infelizmente, fazem como pecuaristas - tratam bem das suas reses na engorda, até o dia de enviá-las para o abatedouro (quando saem da sua igreja). Daí se esquecem delas para sempre.

É preciso entender que até a analogia, a metáfora de pastor usada na Bíblia é óbvia - de modo geral, quem cuidava das ovelhas naquela época, os pastores, não eram donos delas! E meros servos.

Existe uma grande obsessão hoje em dia com quantidade de povo nas igrejas, com ministérios grandes, supostamente pujantes e midiáticos. O fato de alguns poucos prosperarem com montanhas de gente leva alguns sacerdotes ao desespero - se o fulano faz, também posso fazer! A grandeza faz com que alguns pensem que tais ministérios agradam a Deus 100% e que estão fazendo a obra direitinho, e sua dimensão seria a própria comprovação disto. O nexo causal é perigoso. A utilização de mídia, técnicas de marketing, organização, capilarização, investimento e administração podem criar ministérios grandes sim, na mesma forma que empresas crescem. A sua pujança e riqueza não são necessariamente indicações de que estão agradando a Deus ou fazendo a obra direito, no sentido espiritual. Mas provam que são instituições empresarialmente bem sucedidas.

Antes de continuar, friso que isto não é uma generalização. Existem boas igrejas grandes.

Mas o que vem a ser a função de um pastor. Também fica claro, cuidar de ovelhas. Sair correndo atrás da que se desgarra. Visitar os doentes, viúvas, presos. Aconselhar, confortar, conversar. Pregar a Palavra é uma grande responsabilidade, mas somente uma pequena parte da função pastoral. Certamente, ocupar-se de marketing pessoal, participar de reuniões políticas, preparar produtos e mais produtos (livros, CDs, DVDs) deveria ocupar uma parte ínfima do tempo dos pastores. Porém, a obsessão com dimensão faz com que haja uma inversão de valores.

Pior ainda é a delegação cada vez maior de funções pastorais a pessoas que não são consagradas e sequer tem chamado pastoral.

Por fim, as cartas às igrejas no Apocalipse devem ser lembradas.

A falácia de ecumenismo

by carlos Email

Acredito que devemos respeitar todas as pessoas, incluindo nisso, suas crenças religiosas. Muitos confundem isto com ecumenismo, que é, ontologicamente, uma falácia.

A história de que "todos os caminhos levam a Deus" é uma falácia, certamente usada por algumas pessoas bem intencionadas, e outras, não tanto, como forma de respeito humano. Respeitar as diferentes religiões e crenças, em nível pessoal, não significa dizer que todas estão certas e são válidas, até por que, os paradigmas de uma e outra são diferentes. Não há como um monoteísta dizer que o politeísmo são a mesma coisa.

Os evangélicos são frequentemente acusados de intolerantes por não "respeitarem" as outras religiões, declarando que todas as outras religiões são falsas. Não se trata de respeito ou intolerância. Trata-se de convicção, algo bastante diferente, e é importante que você transmita a sua convicção, e não criar uma posição antagônica com seu interlocutor.

Na realidade, os evangélicos levam a fama, porém essa forma de "desrespeito" é exatamente o que a maioria das pessoas´praticam em termos religiosos, seja qual for a religião. De fato, ninguém que realmente abraça uma religião é ecumênico, tem suas convicções, e nisso incluo os ateus e agnósticos.

Os ateus, por exemplo, têm a crença de que Deus não existe. Não param por aí. Para validar sua convicção, muitos ateus preconizam que todo religioso é um ser irracional, inculto e idiota. A contra-partida é que o ateu é uma pessoa racional, culta e inteligente. Se isto não é intolerância e desrespeito, então não sei o que é!

O agnóstico, geralmente, é o ateu que por questões sociais, comerciais e familiares, não quer admitir que á ateu e fica sentado no muro. Diz não encontrar evidências da existência de Deus, e que por isso, não acredita na Sua existência. Isto também é uma convicção.

Tanto o ateu como o agnóstico frequentemente exibem comportamentos prosélitos, ou sejam procuram converter as pessoas para as suas convicções, com ares de superioridade (acusação também feita contra os evangélicos). Frequentemente a maior reclamação contra os evangélicos é a seu frequente proselitismo. Na realidade, muitos ateus e agnósticos são muito mais ativistas (e chatos) nas suas tentativas de converter os outros do que a grande maioria dos evangélicos...

Em suma, os budistas, católicos, judeus, evangélicos, hinduístas, espíritas, testemunhas de Jeová, mórmons, islâmicos, satanistas, umbanistas, animistas, panteístas, praticantes de milhares de outras religiões e seitas, ateus e agnósticos de todos os matizes crêem no que crêem por uma razão, que invalida qualquer possibilidade de verdadeiro ecumenismo.

Respeito é uma coisa. Ecumenismo, outra.

Pregando Jesus ou exatamente o que?

by carlos Email

Existe uma atriz brasileira que ficou conhecida, nos últimos tempos, pelo pedantismo, e por criticar a tudo e a todos na sua ácida conta no twitter. Na realidade, dona de uma bela figura quando mais jovem, a atriz que já beira os quarenta anos não tem mais aquele atraente frescor pueril. Como sempre foi um tanto canastrona em sua dramaturgia, se tornou esquecida nos meios artísticos. Até que o tal twitter conseguiu restaurar sua questionável relevância no mundo atual.

Confesso que sempre vi com certa suspeita pessoas ou ministérios que vivem exclusivamente de dar "testemunhos" ou maldizer certas entidades e pessoas famosas. Ex-paquitas e paquitos, mal dizentes da Disney, contadores de estórias sobre emissoras de televisão e apresentadoras, etc.

Não se trata de julgar a pessoa. Na realidade, como diz a Palavra, o profeta deve ser julgado pelos seus frutos, e que fruto pode se esperar de uma pregação sempre negativa e fora do foco, visando a venda de CDs, DVDs e livros?

Aparecem na mídia brasileira quase diariamente bombásticas afirmações feitas por um certo ex-pregador que decidiu ser político (por isso mesmo me refiro a ele como ex-pregador). Sempre tratam de assuntos polêmicos. A mais recente afirmação se trata do falecido John Lennon, morto há mais de 30 anos atrás.

Ou seja, muitos pregadores e ministérios usam artifícios parecidos com a da outrora belíssima e agora desbocada e amarga atriz no twitter, simplesmente para chamar atenção para si. Pode ser por falta de conteúdo espiritual em alguns casos, ou meramente como ponto de atração ou estratégia de marketing, em outros. Nada mais do que isso.

O ponto é que o IDE de Jesus não nos chama para pregar Xuxa, Rede Globo, Disney, paquitas e paquitos, John Lennon ou coisas deste tipo. Somos chamados para pregar Cristo e sua obra redentora na cruz. Quem usa os púlpitos só para falar de celebridades o está usando indignamente e chamando atenção para si. Nada mais que isso.

Pastores devem ser políticos?

by carlos Email

A meu ver pastores não têm que se meter em política. Segundo o Apóstolo Paulo em 1 Coríntios, "tudo é lícito, porém nem tudo convém", e não convém que pastores se imiscuam na política, nas hostes do poder secular. Sendo assim, ao se tornar político, um pastor deveria inclusive deixar de usar o título pastor enquanto estiver ocupando a função política. Ao pastor é dada uma plataforma, o púlpito, e se escolhe as tribunas reservadas aos próceres da Nação, na realidade rejeita a plataforma que lhe foi concedida, que trata de questões sagradas, por outra que trata de questões laicas. Foi Jesus que disse que não se pode servir a dois mestres ao mesmo tempo, eis aqui um grande exemplo.

A política foi certa feita sinteticamente definida como "administração de conflitos". Esses conflitos são invariavelmente "negociados", na base do "toma lá, dá cá". As pautas da bancada evangélica são relativamente poucas, em comparação com todos os assuntos que são discutidos no Congresso Nacional, e a própria chamada bancada evangélica, relativamente pequena. Sendo assim, invariavelmente, para amealhar apoio fora da "bancada" são feitas muitas negociações de bastidores. "Voto no seu projeto, se você votar no meu". Com certeza, no meio desses votos há muita coisa alheia até aos princípios evangélicos. Ou seja, usa-se o princípio do "menor mal". Se considerarmos que não existe "meio pecado", aí então temos um problema de natureza ética. A sobrevivência e relevância dos congressistas da bancada certamente requerem um posicionamento ético às vezes nebuloso.

Sendo assim, melhor seria se os pastores, bispos e apóstolos da hora se contentassem com os sagrados púlpitos que lhes foram designados no dia sua consagração, em vez de sonhar com as disputadas tribunas do dia da assunção do cargo. Política é essencialmente um jogo sujo, MESMO QUANDO NÃO HÁ CORRUPÇÃO, e certamente não é lugar para pastores.

O resultado da presença de pastores no Congresso Nacional Brasileiro tem sido visivelmente negativo, e de fato, afasta mais gente da Igreja do que atrai.

Isso não significa que não deve haver evangélicos no Congresso. Certamente, há milhares de homens e mulheres de fé altamente capacitados na esfera profissional, acadêmica e empresarial no Brasil, que poderiam ser eleitos para cargos públicos com apoio de igrejas. O fato de muitas igrejas optarem por lançar (ou apoiar) basicamente candidatos pastores me parece questionável.

É notável frisar que o próprio Jesus Cristo foi morto basicamente por que seu povo, seus conterrâneos, acreditavam (e ainda acreditam) que o Messias seria um líder pólítico, posição que Jesus rapidamente negou. O fato de líderes da igreja hoje estarem indo na direção inversa de Jesus merece reflexão. Não é por coincidência que este texto me veio à mente na sexta-feira antes da Páscoa.

Isonomia e tolerância

by carlos Email

A isonomia é o princípio mais básico da tolerância e diversidade. De fato, sem tal imparcialidade não existe tolerância e o entusiasmado acolhimento da diversidade não passa de hipocrisia da grossa.

Nas últimas semanas, temos testemunhado milhares de artigos publicados na mídia brasileira sobre a escolha do Deputado Marco Feliciano para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Casa. Neste artigo, me atenho meramente à mídia na Internet que é a única mídia brasileira à qual tenho pleno acesso. Por alto, 7 entre 10 artigos na internet adicionam ao nome do Deputado Marco Feliciano seu título eclesiástico de Pastor, na forma "pastor Deputado Marco Feliciano", "Pastor Deputado Marco Feliciano", "Deputado Marco Feliciano que é pastor", etc. O propósito deste artigo não é discutir as visões do Deputado, ou se é qualificado para ocupar o posto. Trata de uma coisa mais séria, a tal da isonomia, que, ironicamente, também é a base dos direitos humanos e afeta a todos, desde o mais humilde operário à Presidenta do País.

A imprensa usa boa parte do seu espaço e recursos falando de políticos, o que é bom. Nos últimos anos, a Câmara de Deputados Federal teve Deputados com uma vasta gama de ocupações antes (e durante) as suas respectivas eleições: advogados, industriais, banqueiros, economistas, empresários, acadêmicos, psicólogos, comerciantes, ativistas, atores, cantores, escritores, policiais, militares, estilistas, apresentadores de TV, jornalistas, sindicalistas, esportistas, e até mesmo palhaços e ex-BBBs. Depois do susto da eleição, como foi o caso do palhaço Tiririca, nunca vi um Deputado ser referido com indicação da sua profissão fora da política, o mesmo se aplicando a Senadores, Vereadores, membros do Executivo, etc. Por exemplo, enquanto foi ministro, nunca via referências ao "cantor Ministro Gilberto Gil", ou à "sexóloga Ministra Marta Suplicy". Sendo assim, é com certa apreensão que vejo a imprensa tratar o Deputado Marco Feliciano de forma diferenciada. Com certeza, não usam seu título fora da política por respeito, pois na maior parte das vezes a palavra pastor é grafada com letras minúsculas...

Alguns poderiam dizer, em defesa do comportamento patológico do "quarto poder" que nesse caso é importante frisar repetidamente a afiliação religiosa do político. Ora, não vejo o mesmo zelo em relação a políticos católicos, islâmicos, judeus, kardecistas, umbandistas, budistas, satanistas, agnósticos e ateus, cujas posições religiosas nunca são levadas em consideração, seja qual for a pauta política, nos textos que lhes concernem. Somos ou não um estado laico?

Sendo assim, só podemos considerar que existe uma campanha voluntária, invisível porém sensível, para atrelar a figura genérica de um pastor, qualquer pastor, e por conseguinte, dos evangélicos, qualquer evangélico, às visões do Deputado. Trata-se, na realidade, de uma inquisição, que visa tornar o termo "evangélico" genericamente pejorativo e sinônimo de intolerante. Se por um lado o Deputado pode ser acusado de maniqueísmo, a imprensa, de modo geral, também pode ser taxada de maniqueísta e intolerante, ao lembrar, em quase todos os textos sobre Marco Feliciano, que o Deputado é "pastor" fora das fileiras da política. Todos já sabem este fato, afinal de contas, e a inclusão da palavra "pastor" não tem qualquer cunho informativo.

A meu ver pastores não têm que se meter em política. Segundo o Apóstolo Paulo em 1 Coríntios, "tudo é lícito, porém nem tudo convém", e não convém que pastores se imiscuam na política. Sendo assim, ao se tornar político, um pastor deveria inclusive deixar de usar o título pastor enquanto estiver ocupando a função política. Ao pastor é dada uma plataforma, o púlpito, e se escolhe as tribunas reservadas aos próceres da Nação, na realidade rejeita a plataforma que lhe foi concedida, que trata de questões sagradas, por outra que trata de questões laicas. Foi Jesus que disse que não se pode servir a dois mestres ao mesmo tempo, eis aqui um grande exemplo.

Alguns podem inclusive acusar o deputado de ter-se valido da sua popularidade nos meios religiosos para ser eleito. Ora, há jornalistas às pencas ocupando cadeiras legislativas no país afora que também se valeram das páginas dos seus jornais e revistas, e espaço nas telas, para se eleger. Por analogia, se é errado que um religioso use a sua popularidade para se eleger, o mesmo diria de jornalistas. Sem contar ex-BBBs.

Em síntese, a imprensa brasileira demonstra com esse comportamento corporativo que está longe de ser tolerante, que não pratica a isonomia, e que ainda é bastante tendenciosa. Alguns hão de dizer que é preciso ser um pouco intolerante para combater a verdadeira intolerância, o que para mim é um argumento cíclico, ilógico e perigoso, criando-se dois padrões. Para mim Marco Feliciano é, no momento, somente mais um Deputado, não mais, não menos do que isso. E a imprensa brasileira ainda tem muito a aprender sobre tolerância e democracia.

Filipenses 4:13, Posso todas as coisas naquele que me fortalece

by carlos Email

Um pastor famoso costumava dizer "texto fora de contexto é pretexto para heresia". Concordo, embora não concorde com algumas das visões atuais deste mesmo pregador.

É muito fácil isolar trechos das escrituras, e formar posições dogmáticas, por que não dizer, simplórias palavras de ordem, e distorcer aquilo que o texto diz, para se conformar a uma visão distorcida.

Este texto é frequentemente usado para dizer que o crente tem poderes, e de fato, um pregador postou exatamente isto no Facebook hoje. Eu já tinha lido o texto, decidido escrever este post, e a mensagem no Facebook foi só uma confirmação de que deveria discutir o assunto.

Quando começamos a achar que temos muito poder, simplesmente usurpamos o poder que é de Deus, e colocamos de lado a sua soberania. Assim é com este texto e com "somos mais do que vencedores". Estes textos são frequentemente citados como mantras, para "afirmar" o nosso poder. Infelizmente, após seguidos fracassos, não temos como explicar por que nossa vida não vai para a frente, apesar de tanto poder!!!

Não precisa ir muito longe para ver que o texto não é, afinal de contas, um precursor de uma praga chamada programação neurolinguística, que ensina incautos a afirmar sua realidade!!!

Entretanto, a tal programação neurolinguística foi adaptada nos meios evangélicos como confissão positiva. Esta basicamente reza que podemos declarar a nossa realidade, pura e simplesmente. O verbo poder, neste texto, não se refere ao nosso poder de realizar coisas, mas sim, a nossa capacidade de aguentar, de suportar todos os tipos de situação, com Cristo Jesus. Vejam os versículos anteriores:

"11. Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que que tenho. 12. Sei estar abatido, e sei também ter em abundância: em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade."

Ou seja, o ponto do texto não é dizer que temos poder para realizar todas as coisas, mas sim, que temos força para enfrentarmos todos os tipos de situação EM CRISTO JESUS.

Acreditar neste texto como um mantra tem criado muitos problemas ao povo de Deus. Acreditam piamente nestas declarações, e quando os resultados esperados não ocorrem, a fé é afetada, embora outros continuem persistindo nessa crença apesar de seguidos fracassos.

Nunca substitua a soberania de Deus por textos usados fora do contexto.

2 Coríntios 4:5, mais uma disfunção na Igreja

by carlos Email

"Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor, e nós mesmos somos vossos servos, por amor de Jesus"

Existe uma linha de pensamento na Igreja nos últimos dias, que desvirtua a pessoa do pastor. Este, além de ter que exibir duas qualidades de Jesus, mansidão e humildade, deve pregar, segundo este texto, a Jesus Cristo, e ser servo das ovelhas!

Jesus lavou os pés dos apóstolos. Pedro não queria que seu pé fosse lavado, porém logo que entendeu o ensinamento, aceitou com prazer, e cumpriu o mandamento. Jesus não queria formar um grupo de "sacerdotes" cheios de vaidades e ávidos por poder, bens e prestígio - estes já existiam. Ele mesmo ensinou que aquele que quisesse por vaidade se sentar próximo do rei, poderia ser humilhado, e encaminhado para sentar bem longe. Fica então bem claro, que a figura do pastor no sentido bíblico não tem tanto apelo humano assim. Realmente, só deve aceitar o ministério - lembrem-se, os ministérios e a unção pertecem à Deus, não são nossos - aquele que quiser ser SERVO. Em algumas traduções, usa-se uma palavra para servo menos agradável ainda, "escravo".

Ocorre que existem aqueles que acreditam na figura de um pastor autoritário, cuja palavra é final e não deve ser absolutamente questionada. Acreditam que cada igreja é um exército, e o pastor, em alguns casos o bispo ou apóstolo, o único general. Neste sentido, devemos nós, meros congregantes e até mesmo obreiros, obedecer cegamente o Pastor (ou pastora), sem questioná-lo, e acima de tudo, como meros soldados, devemos servi-lo.

Isto é uma óbvia inversão do padrão bíblico! Fala-se muito de religiosidade na igreja evangélica moderna, porém, nada mais religioso do que acreditar na figura de um sacerdote autoritário. Isto porque a Palavra de Deus nos ensina que pastores também são homens, e portanto, também podem errar E pecar. Sendo assim, não há como seguirmos as visões de um líder humano, sem verificarmos se esta se enquadra, ou não, à Palavra de Deus. E não se enquadrando, rejeitá-la.

Esta visão é, acima de tudo, auto-suficiente, visa atender os próprios interesses do líder e do "ministério", que em alguns casos, adquire vida própria. Se não podemos questionar o sacerdote nem à luz da palavra do Senhor, estamos perdidos. Cria-se então uma nova palavra, anátema segundo os termos de Apocalipse 22, mas frequentemente identificada como palavra "rhema", revelado. Para o líder, tudo está ótimo. É venerado pelos seus seguidores (idolatria, diga-se de passagem), goza de prestígio e poder, e ainda por cima, tem à sua volta um bando de servos não remunerados. Quem não deseja isso?

Esta é sem dúvida uma visão mundana, repito, inversão do que deve ser. O fato de muitos ministérios crescerem por adotarem este tipo de visão, não deve ser usado como paradigma para adoção deste método. Sim, pois não passa de um método. Ministérios podem crescer com base em técnicas de marketing, captação de recursos, manipulação e organogramas. Não significa que são igrejas Cristocêntricas (mesmo que nome mencione Jesus ou Cristo), segundo determinado por 2 Coríntios 4:5.

Para os mais interessados neste assunto, basta ler a segunda parte do chamado "Sermão Profético", em Mateus 25, 31 a 46. Incrível como hoje muitos utilizam até a alcunha de profetas, multidões buscam as palavras proféticas de profetas auto-intitulados, fazemos atos proféticos, porém, não prestamos muita atenção ao "sermão profético", proferido pelos próprios lábios de Jesus. Se não estiver satisfeito, ou gostar do Velho Testamento, então leia Ezequiel 34, que trata de pastores que não atendem o chamado de Deus segundo sua Palavra, mas de acordo com técnicas humanas. Concluindo, 2 Pedro 5-2 diz, "Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto".

Estas palavras nos ensinam que até o fato de ocorrerem milagres em ministérios que se enquadram neste perfil não significa muita coisa, segundo o próprio Sermão Profético:

Mateus 25:41 Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.

Mateus 25:42 Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;

Mateus 25:43 sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me.

Mateus 25:44 E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos?

Mateus 25:45 Então, lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer.

Mateus 25:46 E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna.

Deus pode operar nesses ministérios por causa da fé do povo simples, nada mais do que isto. Não é absolutamente um aval do Senhor para a conduta do ministério ou dos seus líderes.

Está na hora de se pregar Jesus Cristo, em vez de igrejas, ministérios ou denominações. Em algumas pregações, menciona-se mais o nome da igreja (ou a palavra pastor, ou pior ainda, o próprio nome do pastor) do que Jesus Cristo! Aberração.

Coincidências...será

by carlos Email

Procure no Google Translate a palavra para GLOBAL em grego

É καθολικός

Transliterado Católico

Alguns sinônimos de Global

Universal, Mundial.

Muita coincidência para o meu gosto

Algumas palavras sobre louvor

by carlos Email

O louvor não existe para mostrarmos nossos talentos. Nossos talentos existem para ser usados no louvor.

Parece óbvio isto, mas aparentemente, não é.

O louvor existe para preparar a igreja para ouvir a palavra de Deus e ser ministrada. Deve ser participativo. Portanto, deve ser executado de forma a levar a igreja a cantar junto, assim atraindo a presença de Deus.

Infelizmente, em muitos lugares o que temos visto são apresentações de louvor, cujas estruturas impedem a participação dos congregantes. O louvor nesses casos pode até ser bonito, e mover o emocional das pessoas, mas é disfuncional.

Para ser funcional, o louvor deve preencher certos quesitos que nem sempre são de agrado dos que o executam.

As músicas devem ser, na medida do possível, fáceis de cantar, com letras e melodias de fácil absorção. As melodias não devem, portanto ser "emboladas", com número excessivo de notas curtas. Deve-se evitar também músicas que exijam um alcance vocal muito apurado, com intervalo muito grande entre a nota mais grave e a mais alta, por razões quase óbvias - poucas são as pessoas que conseguem cantá-las. As letras, por outro lado, devem ser explicitamente Cristocêntricas, sempre que possível com textos bíblicos. Hoje há muitas letras poéticas, mas com significado até dúbio. Não passam de músicas românticas.

O tom das músicas deve ser confortável para a maioria da congregação. Não estamos nos apresentando, estamos incitando, motivando o povo de Deus a cantar junto. Se o tom é muito alto, ninguém consegue acompanhar e só "assiste" o louvor. Certamente, estes tons mais neutros tiram um pouco de brilho da música, mas ganha-se com a bênção da participação da congregação. A música tecnicamente mais bonita e dramática nem sempre é adequada para um culto de louvor e adoração. Ministros de louvor do sexo masculino devem prestar atenção à composição da sua congregação - se a maioria for feminina, os tons das músicas devem se adaptar à maioria, e não ás suas vozes. Senão, ninguém canta.

O modelo solista acompanhado de "backing vocals" que cantam só nos refrões deve ser evitado. Além de aguçar a vaidade do ministrante, também pode levar a congregação a ficar quieta nas partes em que só o solista canta. De novo, o grupo de louvor passa então a fazer uma apresentação, que pode até ficar muito bonita e agradável, mas que tem pouco ou nada tem a ver com a função do louvor. Todos os cantores devem cantar juntos, o tempo todo. A congregação deve entender que a sua participação, como a de todos os cantores, é desejada.

Quanto a harmonias, a meu ver, devem ser usadas somente se o grupo tiver uma pessoa capacitada para criar harmonias tecnicamente corretas. Música é matemática. Muitos cantores acham que têm bom ouvido para harmonias, mas na realidade, enganam-se. A harmonia mal cantada destoa e acaba se sobressaindo, a harmonia correta se encaixa tão bem à música, que às vezes nem é percebida. Se um grupo não tem uma pessoa tecnicamente qualificada para criar harmonias, melhor que cante em uníssono.

Nada disso se aplica a solos. Muitas igrejas dão oportunidade a seus membros de executar solos, outras não. Entretanto, não convém utilizar estruturas de solos na hora do louvor, pelas razões indicadas acima.

O louvor tem uma função específica no culto, e esta, certamente, não é criar uma plataforma para as pessoas mostrarem seus talentos. Isto é uma terrível inversão de valores, e não tenho muita certeza se agrada ao Senhor.

Macumbeiros na Igreja

by carlos Email

Certa feita, uma mulher resolveu sair da minha igreja por que o pastor usou a palavra "oxalá" num culto. Segundo ela, era coisa de macumbeiro.

De acordo com a mesma ótica filológica, o João Ferreira de Almeida também era macumbeiro. Quem era João? A primeira pessoa a traduzir a Bíblia para o português.

Sim, por que João usou exatamante esta palavra em II Coríntios 11-1, "Oxalá me suportásseis um pouco".

Não creio, na realidade, tenho certeza de que João não era macumbeiro, até por que, vivia na Indonésia, e não na África.

Ocorre que algumas pessoas têm um zelo (aliado com ignorância) desmedido em relação a algumas coisas, e são bastante liberais com outras mais sérias - por exemplo, a famigerada língua. A língua física, o órgão, não o idioma. Com esta poucos se importam.

É ignorância dizer que oxalá é coisa de macumbeiro por que é uma palavra bastante usada no português antigo, que quer dizer "quisera Deus". É proveniente do árabe, ua sa alah. Muitas palavras do português vêm do árabe, como café, alface, algarismo, etc.

O outro oxalá vem do iorubá, oosa-la.

Eu não usaria este vocábulo por que ninguém mais o usa em conversas corriqueiras, pelo menos no sul do Brasil. Como não usaria fezes para dizer borra (outra palavra usada por João). Quando falo, quero ser entendido.

Portanto, se ouvir alguém usando oxalá na igreja, não chegue a conclusões erradas.

Mais uma coisa, vigie a língua - órgão, não o idioma.

O celular e o ladrão na igreja

by carlos Email

Este post não é sobre ladrões de celular na igreja.

É sobre o uso de celular para roubar, na igreja.

A quem você estaria roubando, se estiver usando seu celular?

Se você só usa seu celular para conversar com amigos fora do horário de trabalho, ou durante períodos de folga, tudo bem. Agora, se tem o hábito de usá-lo durante horário de trabalho, está roubando do seu patrão, que lhe paga para prestar atenção no trabalho. Não interessa se paga pouco ou se o trabalho é entediante. A palavra de Deus nos instrui a prestar serviços aos nossos patrões como se estivesse trabalhando para Deus.

Notem bem, a meu ver, discutir assuntos relacionados a igreja não o isentam de culpa.

Mesmo que você trabalhe por conta própria, se tem o hábito de trabalhar e falar ao celular ao mesmo tempo, está roubando o cliente, mesmo que este não te pague por hora, e sim por trabalho. Pois está dividindo a atenção, e geralmente, fazendo um trabalho mal executado.

Na próxima vez que desejar engatar numa longa conversa com amigos durante horário de trabalho, pense nisso.

Obviamente, isto não se aplica a emergências. Mas pense bem, qual foi a última vez que você atendeu uma emergência no celular?

Não gosto de crentes por que são chatos, vivem querendo te converter

by carlos Email

Se você é evangélico, provavelmente já ouviu isto de alguém. Até mesmo de amigos e familiares.

De fato, muitos podem ter se afastado de você, por que, vez por outra, fala no assunto vida eterna, que pode ser interpretado como uma tentativa de converter seu interlocutor.

Ou então, pode ser que você não seja evangélico, e já tenha dito isto diversas vezes por se sentir torturado pelos religiosos. Não gosta de crentes por que são chatos, intolerantes, que vivem querendo te converter.

Entretanto, pode ser também que você seja fervoroso adepto de um ou outro partido político, e gasta horas discutindo com outras pessoas, tentando convencê-las de que o seu partido é melhor que o delas. Também pode ser adepto de uma ou outra ideologia política, seja o capitalismo, socialismo ou comunismo, e sempre que engata uma primeira com um pobre coitado, embarca em longos discursos político-prosélitos.

Quem sabe, é daqueles fãs da malhação, o exercício, não a novela, e já gastou dias, se não anos da sua vida, tentando convencer os outros a exercitar. Quiçás seja adepto da educação como solução de todos os problemas da humanidade, e vive querendo doutrinar quem lhe der ouvidos a continuar seus estudos.

Pode ser também um vegetariano de carteirinha, daqueles que deseja que o mundo inteiro pare de comer carne. Ou um naturalista. Ambientalista. Ativista de direitos dos animais. Ativista de direitos GLS. Amante da música clássica. Anti-tabagista. Anti energia nuclear. Participante de marketing de rede. Ou até mesmo ateu.

Você pode estar acusando o crente de chato, por tentar te converter o tempo inteiro, entretanto faz a mesma coisa com uma multitude de vítimas, para defender a sua causa.

O título deste post poderia ser substituido por qualquer forma de ativismo. Não gosto de ambientalistas por que são chatos, vivem querendo te converter. Não gosto de vegetarianos por que são chatos, vivem querendo te converter. Não gosto de ativistas de direitos humanos por que são chatos, vivem querendo te converter. Não gosto de petistas, comunistas, anti-tabagistas, capitalistas, ateus, etc. por que são chatos, vivem querendo te converter. Daí por diante.

Não há muita diferença entre você, ativista de uma ou outra causa, e o crente chato. Exceto uma. A sua causa, por mais nobre que seja, não envolve a vida eterna.

Pense nisso.

Ah, mais uma coisa. Você é tão chato quanto o crente.

Dia do Juízo Final, 21 de maio de 2011

by carlos Email

Há alguns meses atrás, me deparei com uma imensa placa numa das ruas de Miami, indicando que o dia do juízo final seria 21 de maio de 2011. Desde então, proliferaram as placas. Fiquei sabendo que se espalharam por todo lado, não somente nos EUA, como também no nosso querido Brasil, que tem uma grande insistência em copiar tudo que há de mal em outros países, pouco do que há de bom (haja visto o tiroteio na escola do Rio).

Fiquei sabendo que é mais uma previsão de Harold Camping, que, diga-se de passagem, já fez a mesma profetada para 1994.

A Bíblia nos diz que haverá um dia do juízo final, sim. Entretanto, em 2 Pedro, versículo 10, fica claro que ninguém saberá tal dia de antemão. O texto diz, claramente que o Dia do Senhor "virá como um ladrão", ou seja inesperadamente. O texto é reforçado em Mateus 24.43, Lucas 12.39 e 1 Tessalonicenses 5.2. Ou seja, com relação a tal previsão, diria que provavelmente o dia do juízo final seja qualquer um, MENOS 21 de maio de 2011, por que a Palavra de Deus é clara em relação a este assunto.

O Sr. Camping tem formação em engenharia, e passou grande parte da sua vida usando seus conhecimentos matemáticos fazendo mirabolantes cálculos bíblicos.

O que mais me preocupa nessa história, são as pessoas que acreditam piamente na tal previsão. No dia 22 de maio (se o dia do juízo final não for antes, lógico, e não estou sendo engraçadinho, pode ser até hoje) multidões se sentirão enganadas. Pior ainda, todo o zelo aplicado na espera do Dia do Senhor, pode facilmente se transformar num liberalismo. Pessoas que se extremam num polo, podem facilmente se extremar no outro. Ou seja, passam de acreditar piamente que o dia do juízo final seria 21 de maio, a não acreditar em mais nada, inclusive, no Senhor.

Sem contar no efeito negativo na imagem dos crentes, já considerados doidos pelos não-crentes. Isto é evangelização negativa, se querem a minha opinião.

Sugiro aos leitores que leiam com calma os trechos bíblicos indicados, e chegem às suas próprias conclusões.

Enquanto há tempo.

Comentários espúrios

by carlos Email

Hoje recebi um comentário em um dos posts desse blog. O comentarista dizia, em uma curta frase que o "estudo" era fraquinho, e que por isso o povo perecia por falta de conhecimento. O comentário não foi publicado.

Eis as razões.

Primeiro, este é um blog. Comento sobre temas bíblicos e evangélicos, afinal de contas, comento sobre tantos outros assuntos no resto do meu blog. Longe de mim achar que estes posts são pregações, ou mesmo estudos, até por que não sou Pastor, nem tenho ministério pastoral. Discuto temas que, a meu ver, são frequentemente distorcidos, com uma ótica diferente, procurando fundamentação na Bíblia para justificar os pontos de vista.

Não me incomodo com críticas, contanto que sejam fundamentadas. O crítico em pauta, ao dizer que o povo perece por falta de conhecimento (presume-se, eu, e aqueles que lerem o meu blog), e obviamente discorda do que foi escrito, é mais parte do problema do que sua solução. Se falei alguma inverdade, ou interpretei algo erroneamente, tinha ele a obrigação de elucidar e discutir o assunto de forma mais profunda.

Se falta-lhe contra-argumentações, ou seja, se não tem uma opinião contrária devidamente fundamentada, o comentário foi simplesmente espúrio. Crítica pelo mero gosto de criticar. Não publico comentários deste tipo nesta área do blog, e de fato, em nenhuma outra seção. Este aqui não é espaço para picuinhas.

Dentro da ótica do culto racional, aceito todos os tipos de críticas bem articulados e fundamentados na Palavra.

Enviados para as nações

by carlos Email

O membro de qualquer igreja brasileira nos Estados Unidos está acostumado com a visita de inúmeros pastores itinerantes, obviamente brasileiros.

Este post não tratará sobre o assunto em si. Na realidade, é uma dica para estes pastores, baseada em anos de observações.

Muitos dos pastores itinerantes estão acostumados meramente com uma atuação regional. Se são do Nordeste, pregam frequentemente na região. Se são do Sul, pregam por lá. Os mineiros tendem a pregar mais em Minas, cariocas no Rio de Janeiro, etc.

Aqui nos Estados Unidos as audiências são mixtas. Embora haja um grande número de mineiros no país, existem pessoas de todos os estados em todas as igrejas evangélicas.

Devido a heterogeneidade do público, convém pregar com vocabulário neutro, sem gírias ou regionalismo. Certas palavras e expressões são inócuas no sul, mas feias no Nordeste, e vice-versa. Muitos pastores acabam, sem querer, chocando audiências ao usar um vocabulário mais coloquial, à vontade, em pregações mais "divertidas". Na minha experiência, quando o pregador comete tal gafe, geralmente a congregação só lembra da gafe, e não da pregação.

Assim, se Deus o chamou para pregar como pastor itinerante nos EUA, leve isto em consideração. Elimine as gírias, expressões idiomáticas e regionalismos da sua pregação, que assim será eficaz.

I Coríntios 7:25, Opiniões no púlpito

by carlos Email

Nada está na Bíblia por coincidência, há um ensinamento em tudo.

No texto em pauta, Paulo diz "Com relação às virgens, não tenho mandamento do Senhor; porém dou minha opinião...".

Este post não trata de virgens, mas sim, sobre opiniões dadas no púlpito. Notem que na Palavra inspirada acima, Deus fez questão que Paulo frisasse que estava dando uma opinião, e que não era necessariamente uma ordenança de Deus. O exemplo foi dado.

Como disse, não é coincidência. Para mim, significa que Deus quer que seus sacerdotes, ao darem suas opiniões sobre determinados assuntos no púlpito, frisem que estão dando mera opinião de homem falho, e não mandamento do Deus perfeito, e que não se trata de uma revelação do Espírito Santo.

De fato, nem tudo que se fala no púlpito é inspirado. As piadinhas, as técnicas de oratória, os chavões programados, as historinhas, nada disso tem a ver com inspiração divina. Podem, às vezes, ser bons instrumentos para fixar e transmitir ideias, nada mais.

O grande problema são temeridades absorvidas como verdadeiros ensinamentos vindos do alto por plateias ávidas por uma palavra de Deus. Nesse sentido, já ouvi muitas bobagens, inclusive proferidas por verdadeiros homens de Deus. Vou dar alguns exemplos.

Certa vez, ouvi um grande pregador dizer que não tem e nunca teria seguro de vida, que seu seguro era Deus, como se seguro de vida fosse uma coisa de pessoas não espirituais que não confiam em Deus. Falou com tom quase condenatório. Uma boa parcela da audiência certamente saiu da igreja achando que isto era um mandamento, e não mera opinião. Ter ou não ter um seguro de vida é uma opção que nada tem a ver com espiritualidade. Recentemente, um pastor, homem de Deus, faleceu bastante jovem. Deixou a família numa situação terrível, pois sequer tinham dinheiro para pagar o enterro. Pergunto, o que aconteceu? Mobilizaram-se diversas igrejas para pagar o enterro do sacerdote. A viúva até hoje está em condição precária. Se tivesse obtido um seguro (que nos EUA pode custar até 15 dólares por mês), pelo menos as despesas de funeral seriam cobertas. O seguro de vida é uma medida de prudência, e também demonstração de amor e cuidado com cônjuge e filhos, e também para os irmãos da Igreja em geral, que acabam prejudicados na hora da mobilização.

Não sei qual era a posição do falecido em relação ao assunto, mas acho que muitos compartilham da opinião do condenador da prudência.

O mesmo pastor que não ama seguros de vida condenou museus numa outra pregação, como se visitar museu também fosse uma coisa anti-espiritual. "Ver velharia?", dizia ele enfaticamente. Certamente muita gente saiu dali com a impressão de que visitar museus não é de Deus. Entretanto, milhões de cristãos fazem exatamente isso quando se deslocam para Israel todos os anos, frequentemente com dinheiro que não têm, para estar no lugar em que Jesus pisou. Depois dizemos, em altos brados, que Jesus está dentro da nossa igreja. Ora, se Jesus está dentro da nossa Igreja, por que fazer tanta questão de estar no lugar onde Cristo um dia pisou? Idolatria?

Entendam, nada tenho contra ir a Israel, e pisar onde Jesus pisou, até porque sou ávido apreciador de Jesus, das artes, história e viagens e também frequentador de museus. Estou dizendo justamente que a atitude de condenar os museus por serem velharias, coisas do passado, é incompativel com o desejo de visitar ruínas. Equilíbrio e harmonia são coisas desejáveis na vida cristã, parte do culto racional.

Até mesmo na pregação da Palavra são dados altos chutes fora. Por exemplo, um amigo me contou sobre uma pregação que ouviu recentemente, sobre o endemoniado gadareno. Disse que o pastor, a certa altura, perguntou à congregação por que os demônios foram lançados aos porcos. A razão, segundo o pregador, era que o proprietário dos porcos não era dizimista, ou seja, foi punido com a perda dos bens pelo Senhor por deixar de honrá-Lo com os dízimos.

Não é necessário ser teólogo para chegar à conclusão de que a interpretação, se é que podemos chamar isso de interpretação, está completamente errada. Raciocinem. O criador de porcos obviamente não era judeu, pois judeus não criavam porcos. Se não era judeu, não tinha a obrigação de dar o dízimo, não estava sob a Lei que se aplicava exclusivamente aos judeus. Portanto, o Senhor não o puniria por não dar o dízimo, pois o Senhor é justo. Simples.

Mas todas essas coisas, e muito mais, são frequentemente transmitidas de púlpito como fatos e revelações, e vez por outra repetidas por outros pregadores. Entretanto, são inconsistentes, no último caso com raciocinio básico (além de desconhecimento bíblico), no caso do seguro de vida, com o princípio de mordomia, amor e prudência, e no caso dos museus, com princípio de equilíbrio.

Cabe a você, cristão, conhecer bem a Palavra, usar a inteligência que Deus te deu e saber filtrar aquilo que não soa consistente, não aceitando estas opiniões como palavra revelada pelo Espírito Santo.

Tudo isto deve, entretanto, ser feito de modo equilibrado. Não se torne crítico contumaz de pastores. Absorva o que é bom, rejeite o que não é.

Mantendo as perspectivas

by carlos Email

Um dos assuntos que mais afasta as pessoas da igreja é, sem dúvida, o dízimo. Principalmente num mundo hiper tributado, é muito difícil convencer algumas pessoas que o dízimo é uma obrigação, e que Deus promete que nada faltará para aquele que a cumpre.

Mas este post não é sobre as pessoas que não querem dar dízimo. É sobre aquelas que se excedem.

Certa vez ouvi um pregador dizer que dizimava até quando recebia presentes. Por exemplo, se recebia uma camisa de presente, calculava seu preço, e dizimava. Note bem, não disse ofertava, disse, dizimava, ou seja, julgava ser uma obrigação. Acho que o pregador exagerou no seu zelo. Se fosse necessário dizimar presentes, então, se alguém te convidar para almoçar num restaurante você teria que dizimar também. A mesma coisa se receber presentes de casamento e de aniversário. Pior de tudo é o caso de heranças não financeiras. Uma herança, de bênção, se tornaria maldição. Suponhamos que você receba uma casa de herança, e que não tem nem perto de 10% do valor da mesma no banco. Que você deve fazer, vender a casa para poder dizimar? Acho que não. Se algum dia vender a casa, aí sim, dizime sobre o valor da venda. E mesmo que tenha os 10% no banco, a meu ver, não é necessário dizimar ao receber a herança.

Se você dá dízimo do seu salário bruto, obviamente não é necessário dizimar se receber uma restituição do imposto de renda, pois já dizimou o valor pertinente uma vez. Se quiser ofertar algo, tudo bem. Agora, se você dizima do seu salário líquido, deveria começar a dizimar do bruto.

Deus não quer que dizimemos 20% ou mais de 10%. Não ganhamos "pontos" junto ao Altíssimo se dizimamos mais de 10%. Repito, não estou falando de ofertas.

Conhecia uma moça evangélica que tinha uma loja. Como eu também tinha uma loja, certo dia me perguntou sobre o dízimo, como eu fazia. Disse-lhe que dizimava daquilo que recebia como lucro presumido da loja. Ou seja, o valor descontado do custo das mercadorias e custos operacionais do negócio. Ela me disse que dizimava da receita bruta da loja, que diga-se de passagem, vendia muito pouco. Inclusive, sua única funcionária também era evangélica e dizimava. Argumentei que a sua funcionária dizimava 20%, uma vez por conta dela mesma, outra, por conta da dona da loja. Argumentei que ela tinha que deduzir o preço que pagou pelos produtos, etc, mas ela foi reticente. Infelizmente, seu negócio não foi para frente. De nada adiantou ela hiper dizimar.

Certa feita tive um situação curiosa. Recebemos um dinheiro no exterior, parte de uma herança. Confesso que estava numa situação financeira complicada, mas ainda assim, dizimamos na taxa do dia. Deus honrou a nossa fidelidade naquele momento difícil, pois eventualmente a taxa de câmbio mudou, e o valor do dinheiro, em dólares, aumentou.

Por último, de você um dia compra uma casa ou qualquer bem por 100, e um dia vende por 150, deve dizimar sobre o lucro, 50, e não sobre os 150. Se você é fiel dizimista já teria dizimado sobre os recursos com os quais comprou a casa. Por outro lado, se comprou o bem por 100, e vendeu por 80, ou seja, com prejuízo, a meu ver, não é necessário dizimar.

O dízimo é, acima de tudo, uma prova da nossa fidelidade. Mas dizimar em excesso, a meu ver, não é prova de maior fidelidade. Aqueles que desejam a podem ofertar, que o façam.

Quando a bênção se torna maldição

by carlos Email

Uma praga se alastra cada vez mais pela Internet, e agora, procura enganar fervorosos cristãos, inclusive pastores.

Digamos que você esteja passando por problemas econômicos aparentemente insuperáveis. Ou se falta uma quantia "x" para comprar o templo da sua igreja. Ou mesmo se este foi destruído por um incêndio ou outra catástrofe. Um belo dia você recebe um email, em português, de uma pessoa que se diz evangélica, com o palavriado típico evangélico, dizendo-se super doente, à beira da morte e sozinha no mundo, e que quer contribuir na obra de Deus e não sabe como, e que tem milhões ganhos em exploração petrolífera em algum distante país para distribuir à pessoa "certa".

De repente, todos seus problemas, e da sua congregação inteira, são resolvidos. Templo quitado, ajudas para missionários e familiares, a faculdade do filho paga. Que provisão de Deus!!!

Não é de Deus. É um conto do vigário que tem até o pomposo nome de "Section 419" entre as autoridades policias internacionais.

Este tipo de conto já existe desde os anos 80. Começaram a ser disseminados por cartas, depois por fax, e agora, email. Inicialmente, originavam exclusivamente da Nigéria, um dos países mais corruptos do mundo, e eram meramente comerciais. Hoje os estelionatários são de diversos países, até de países do "primeiro mundo" e "descobriram" o ângulo evangélico.

Na versão mais "branda" você perde alguns milhares de dólares em "taxas" para liberar fundos que não existem. Na versão mais grave, pessoas já foram mortas ao viajar para diversos países africanos para conhecer o "abençoador", e ao recusar-se a pagar pela liberdade (ou não ter os recursos) perderam a vida num misto de ganância e ingenuidade.

Nunca caí nesse conto, mas conheço pessoas que caíram, e só sobreviveram por que pagaram quantias extorsivas. Já tive a honra de evitar que outras pessoas caíssem na forte lábia dos estelionatários.

Ou seja, fica aqui o aviso. Se receber um email desse tipo, simplesmente ignore e apague, e não responda.

Não é de Deus.

A SEGUIR UM EXEMPLO DOS EMAILS ENVIADOS - (A tradução foi obviamente feita por software, por isso o português soa estranho)

Queridos em Cristo Jesus...

Saudações a você no maravilhoso nome de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A graça de Deus, paz e amor estar com você para a sua saída ea sua vinda no meio de Jesus Cristo, nosso Senhor. Amen.

Meu nome é Srª. XXXXXX; Origem do Kuwait, sou casada com o falecido Sr. XXXX, que trabalhou com o Kuwait embaixada aqui na Costa do Marfim por nove anos antes de morrer no ano de 2008.

Estávamos casados há onze anos sem uma criança. Ele morreu após uma breve doença, que durou apenas quatro dias. Antes de sua morte, nós éramos ambos cristão renascido. Desde sua morte, eu decidi não voltar a casar ou conseguir um filho fora do meu domicílio conjugal que a Bíblia é contra. Quando meu marido estava vivo, ele deixou a soma de três milhões e quinhentos mil dólares de E.U. ($ 3,5 milhões) em uma conta de confiança geral, com um banco aqui em Abidjan, Cote d'Ivoire oeste da África, recentemente, após a minha saúde meu médico disse mim que eu não iria durar para os próximos oito meses, devido ao meu problema de câncer.

Ele me disse que nos próximos 2 meses, vai ser um diferencial deste tipo de câncer para os ossos e não vou viver de novo, o que mais me perturba é a minha doença acidente vascular cerebral. Tendo sabido que eu minha condição decidiu doar este fundo para um cristão, individuais, e da organização ou igreja que eu sei que pode precisar dele e que irá utilizar esse dinheiro da maneira que eu estou indo para instruir aqui de acordo com o desejo do meu falecido marido antes de sua morte.

Atualmente, esse dinheiro ainda está com o banco. Quero que este fundo para ser utilizado nas atividades de trabalho como libertação, ajuda aos pastores famílias, orfanatos, menos privilegiados na sociedade e escolas cristãs, as pessoas pobres em seu meio e até manutenção das Igrejas e para propagar a palavra de Deus e esforçar-se que a casa de Deus é mantido. Tomei esta decisão porque não têm qualquer filho que herdará esse dinheiro e os parentes do meu marido não são cristãos, e eu não quero esforços do meu marido para ser usado por incrédulos. Eu não quero uma situação em que esse dinheiro será usado em um caminho ímpio. É por isso que eu estou tomando esta decisão.

A Bíblia nos fez entender que "Bendito seja a mão que dá." Eu não tenho medo da morte, portanto, eu sei onde estou indo. Eu sei que vou estar no seio do Senhor. Êxodo 14 vs 14 diz que "o Senhor vai lutar meu caso e eu vou manter a minha paz Eu não preciso de qualquer comunicação telefónica a esse respeito por causa da minha saúde. Com Deus tudo é possível.

Assim que eu receber a sua resposta que eu lhe darei o contato do banco para você entrar em contato diretamente com eles para transferência subsequente. Eu também irá emitir-lhe uma carta de autoridade que vai provar que o beneficiário presente da minha fundos. Eu quero você e sua família para sempre ore por mim porque o Senhor é meu pastor. Minha felicidade é que eu vivia uma vida de um cristão digno. Aquele que deseja servir ao Senhor deve servi-lo em espírito e verdade.

Por favor, estar sempre em oração por toda sua vida, qualquer atraso em sua resposta vai me dar espaço em terceirização de outra pessoa para essa mesma finalidade. Por favor, me assegurar que você irá agir de acordo como afirmei aqui. Estou esperando a sua resposta em breve.

Restante abençoado no Senhor.

Seu em Cristo,

Comercialismo e Monetização extremos nas Igrejas

by carlos Email

O excesso de comercialismo em algumas igrejas evangélicas brasileiras infelizmente funciona como evangelização negativa, afastando milhares de pessoas de um relacionamento sadio com Jesus, e dando munição para aqueles que querem criticar a igreja evangélica, seja qual for o motivo.

Notem bem, este post não é sobre dízimo. O dizimo é uma obrigaação daquele que se diz cristão. Deve ser usado para manutenção dos templos, sacerdotes etc. Ponto final.

Nem tampouco me refiro a certos tipos de pedidos de contribuições financeiras. Por exemplo - se a igreja está realizando um retiro, é óbvio que o custo deva ser repassado aos membros, pois estadias em hoteis, alimentação e transporte não são gratuitos. A programação visa abençoar a membresia da igreja, tem um custo, e este normalmente é bem inferior ao "custo de mercado", e, afinal de contas, é opcional.

A mesma coisa se aplica a jantares e certos tipos de programação extra nas igrejas. Estes não devem ser necessariamente sustentados com dinheiro do dízimo, principalmente nas igrejas pequenas e com poucos recursos, e é de se esperar o repasse do custo para os interessados. Nada de errado aqui.

Também não me refiro a livrarias em igrejas. Compra quem está interessado, são mercadorias e os materiais custam caro no atacado.

Entretanto, há certas igrejas que vendem vidrinhos de água, toalhinhas, vidrinhos com azeite, e outras coisas, com supostas promessas de bênçãos vinculadas à aquisição dos materiais desnecessários. Amuletos.

Vem logo à minha mente a única instância em que Jesus demonstrou-se irado na Bíblia, ao expulsar os vendedores de pombas e cambistas do templo. É só isso que diz a Palavra de Deus? NÂO!!! De fato, nos três Evangelhos em que o trecho aparece, fica claro que Jesus não ficou irado com os que vendiam no templo. Ficou irado com os que vendiam E COM OS QUE COMPRAVAM!

Sim, podem verificar em Mateus 21-12, Lucas 19-45 e Marcos 21-15.

Ou seja, enganam-se aqueles que acham que a atitude somente será cobrada de quem vende. Quem compra também não agrada a Jesus, também o levou à ira, e vai ter que prestar contas da sua atitude. Fé em paninhos não é fé em Jesus.

Os pombos vendidos dentro do templo por gananciosos mercadores têm correspondente atual no nosso meio, na forma de toalhinhas, paninhos, vidrinhos com água e etc.

Se você adere a estes práticas, pare hoje mesmo, e peça perdão ao Senhor.

Cuidado, igrejas evangélicas brasileiras nos EUA

by carlos Email

Este post é dirigido a pastores de igrejas evangélicas nos Estados Unidos. Principalmente as do Sul da Flórida.

O maior problema que afeta as comunidades brasileiras dos Estados Unidos é a ilegalidade. Assim, imigração se torna um problema para igrejas, e frequentemente, aflige os pastores, pois fragiliza as suas congregações.

Não é raro ver advogados de imigração americanos conduzindo palestras em igrejas dos mais variados portes. As igrejas evangélicas frequentemente são a única aglomeração de brasileiros em certas comunidades.

Os resultados destas palestras são mistos. Algumas pessoas recebem boas informações, outras permanecem na estaca zero, outras regridem. Este post não tem a ver, necessariamente com advogados de imigração.

Tem a ver por pessoas que se passam por advogados de imigração.

O imigrante ilegal é uma vítima fácil. Por estar ilegal, não verifica a credencial das pessoas que se passam por consultores de imigração ou para-legals. Por terem medo da imigração, os lesados não reclamam. O crente, por sua vez, é visto por muitos como uma pessoa facilmente manipulável.

Alguns destes consultores ou para-legals têm se aproximado de igrejas, e dizendo-se advogados, oferecem serviços aos pastores, e também se oferecem para realizar palestras. Geralmente, encantam por dizer que conhecem "brechas" na lei, leis desconhecidas, fazem milagres com carteiras de motorista, vistos de trabalho e coisas do tipo, criticam o trabalho "mal feito" por advogados de imigração conhecidos e até mesmo alegam conhecimento de pessoas que trabalham na Imigração.

Podem também oferecer aos pastores o estabelecimento de um "Isaac Ministry" na igreja. O Isaac Ministry (por sinal, válido) nada mais é do que uma empresa sem fins lucrativos, com razão social distinta da igreja, mas que compartilha espaço físico com a igreja e conta com a participação do Pastor na sua diretoria. Para o "consultor" a vantagem é que o Isaac tem que credenciar uma pessoa para representar o Ministério junto ao Bureau of Immigration Appeals, que não tem que ser necessariamente um advogado. Assim, o "consultor" que antes operava à margem da lei, passa a operar legalmente junto à Imigração, SEM SER ADVOGADO.

Pastores, na próxima vez que uma pessoa que se diz advogado(a) ou consultor de imigração contatar a sua igreja oferecendo palestras, peça a seguinte informação, QUE LHE É DE DIREITO, diria até dever:

- Número de BAR (equivalente a OAB) ASSOCIATION, e identificação do Estado (os advogados são credenciados por Estados nos EUA, e não pelo governo federal). Uma vez em posse deste número, poderá, na maioria dos casos, verificar se o(a) profissional realmente é um advogado(a) credenciado
- Currículo vitae do(a) suposto(a) advogado(a) ou consultor, indicando claramente a faculdade de direito frequentada nos EUA.

Lembre-se que o estelionatário geralmente é uma pessoa carismática no pior sentido da palavra.

Esta situação é séria, pois em alguns Estados, passar por advogado é um crime. Sem contar que o diabo é o pai da mentira.

Como bom Pastor, proteja a sua congregação.

Malaquias 3:10

by carlos Email

Trazei todos os dízimos e ofertas à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa.

Quantas vezes você já ouviu este texto citado na hora dos dízimos numa igreja? Eu já ouvi algumas vezes. Só há um problema - não é isso que diz a Bíblia.

O texto diz:

Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa.

A palavra ofertas simplesmente é mencionada por alguns, quando citam o texto, como se estivesse ali, MAS NÃO ESTÁ. Notem que verifiquei diversas traduções da Bíblia, em mais de um idioma, ou seja, não é uma questão de tradução. A Bíblia diz somente dízimos em Malaquias 3:10.

Quando se repete uma inverdade diversas vezes e esta é ouvida em diversos lugares, passamos a acreditar que é verdade. Assim, muitas pessoas repetem a citação acima incluindo as palavras "e ofertas", ontem mesmo aconteceu numa conversa com uma pessoa que conhece bem a Bíblia.

O mais curioso é o que vem depois do texto acima:

"....e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma benção tal, que dela vos advenha a maior abastança."

Muitos ensinam que o "abrir as janelas do céu" ocorre somente quando a pessoa apresenta ofertas ao Senhor, ou seja, além dos dez por cento do dízimo, e este texto é frequentemente usado para fundamentar esta linha de pensamento. Não é isso o que o texto diz aqui - a promessa é obviamente vinculada ao dízimo.

Outra coisa curiosa é que se o dízimo existe para que haja mantimento na casa (de Deus), isto significa que a manutenção das igrejas deve vir dos dízimos, e não de ofertas, pois é isto que diz o texto. Se uma igreja tem dizimistas, e não consegue sobreviver dos dízimos, pode ser então que haja algo de errado com tal igreja. Pois havendo dizimistas, Deus se encarrega de abrir as janelas dos céus, e garantir o mantimento da Sua casa. É a sua promessa. Notem que isso não se aplica ao campo missionário.

"Sua casa", nesse caso, logicamente é a sua igreja local, o lugar onde você congrega. Não são os ministérios televisivos ou radiofônicos. Não divida o seu dízimo entre diversos ministérios. Não é certo, dizime na sua igreja, QUE VOCÊ FREQUENTA AGORA. Se você mudou do Brasil e foi morar nos EUA, é errado continuar a dizimar na sua ex igreja do Brasil.

Notem não estou dizendo que você não deve dar ofertas. Muito pelo contrário. Ofertas trazem bênçãos para a sua vida, sim, e a palavra de Deus diz isto em diversos outros textos. Oferte para missionários, para ministérios assistenciais sérios, para outras igrejas e até mesmo ministérios radiofônicos e televisivos que pregam a palavra de Deus.

Malaquias 3:8 diz que povo estava roubando o Senhor "nos dízimos e ofertas", mas isto não dá a liberdade de incluir "ofertas" no texto de 3:10. Por uma questão lógica, quem "rouba nos dízimos", na realidade não dá oferta, dá dízimo incompleto! Se é que dizima.

Por outro lado, a inclusão de "ofertas" pode ter o efeito oposto, se a intenção é fazer com que pessoas excedam o porcentual de 10 % em seus compromissos com a Igreja. Isto por que as pessoas ouvem o que querem, de acordo com as suas vontades. A conjunção "e" é frequentemente confundida com "ou". E as duas conjunções são bastante diferentes, uma indica adição, soma, e a outra opção, condição. Assim, muita gente se vê na liberdade de simplesmente ofertar na Igreja, valores muito inferiores a 10 %, provavelmente com base nessa palavra mal aplicada.

A próxima vez que você ouvir este texto incluindo "e ofertas", principalmente na hora de um apelo financeiro, esteja ciente de que não é isso que diz a palavra de Deus.

E hai de quem acrescentar algo que não está na Bíblia, principalmente em benefício próprio (Apocalipse 22:18).

ALGUMAS OBSERVAÇÔES ADICIONAIS SOBRE O ASSUNTO

Malaquias 3-8 diz textualmente "Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas."

Algumas versões da Bíblia dizem, textualmente, "ofertas alçadas". O que é uma oferta alçada? É uma oferta feita com um propósito específico, portanto, é um compromisso assumido individualmente. Por exemplo, se você se comprometer a ofertar 50 reais, ALÉM DO DÍZIMO para uma determinada causa, por exemplo, a compra de um templo. Por ser um compromisso, se você o violar, está quebrando o seu acordo com Deus. Melhor seria se não tivesse assumido o compromisso em primeiro lugar.

Cabe aqui um porém. A oferta alçada tem um objetivo DENTRO DA CASA DE DEUS. Se uma determinada igreja não tem um fundo de construção de templo, ou qualquer outro tipo de PROPÓSITO ESPECÍFICO (compra de um veículo, compra de instrumentos musicais, etc), então, não existe como contribuir para tal objetivo, por lógica. Sendo assim, não há, nesses casos, oferta alçada a ser roubada.

A oferta alçada não é ofertar "x" para que Deus lhe arranje um emprego novo ou um marido. Isto é negociata. Por outro lado, cabe igreja à igreja não usar ofertas alçadas para um determinado propósito na manutenção normal da igreja ou outros gastos. Não só viola a confiança do ofertante, como a de Deus.

Uma interpretação interessante (e já vi acontecer) é o roubo por alocar o dinheiro do dízimo para a oferta. O que leva uma pessoa a fazer isso, não sei. Pode ser vontade de se mostrar ("vejam como eu oferto bastante"), ou desejo de ocultar o quanto realmente ganha. Mas enfim, se o seu dízimo é cem, e você diz que está dando cinquenta de dizimo, e cinquenta de oferta, está roubando NOS DÍZIMOS E NAS OFERTAS. Isto porque tirou o dinheiro do dízimo para ofertar (ainda deve 50), e por estar ofertando algo que não lhe pertence.

Discordo, entretanto, de igrejas que induzem sua membresia a ofertar costumeiramente sem um objetivo específico. Isto significa simplesmente aumentar o valor percentual do dizimo, nada mais. A oferta, fora do compromisso assumido de uma oferta alçada (que sempre é assumido opcionalmente), é uma mera manifestação de agradecimento e amor. Portanto, não pode ser pré-determinada, nem tampouco, ser considerada uma obrigação. É um presente. E presentes obrigatórios deixam de ser presentes. Dizer que a promessa no versículo 10 ("e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma benção tal, que dela vos advenha a maior abastança") inclui ofertas (de todos os tipos) a meu ver, é uma interpretação errada, que pode levar a abusos.

Por último, embora o dízimo deva ser dado na sua igreja, a oferta, depois de dado o dízimo, pode ser dada em outros lugares e ou circunstâncias. Por exemplo, proporcionando auxílio financeiro a um irmão necessitado.

Se analisarmos o texto em Malaquias 3-8 no contexto das ofertas previstas no livro de Levítico, as coisas mudam de figura, sob um aspecto importante. A maioria destas ofertas eram sacrifícios, dados em pagamento por pecados. Jesus já fez isto por nós (pagou por nossos pecados, todos), portanto, tais ofertas não se aplicam na graça. NÂO ERAM OFERTAS OPCIONAIS, daí, o mais provável é que acontecesse exatamente o cenário indicado acima. As pessoas tiravam do dízimo para pagar as suas ofertas de sacrifício.

O ano da Criação, 4173 A.C???.

by carlos Email

Será?

Eu diria que se o Senhor quisesse que soubessemos exatamente quando ocorreu a criação (e se isso fosse realmente relevante), diria de uma forma explicita, seja no NT ou no VT. Em horas, minutos e segundos. A realidade é que não diz.

A meu ver, todos fazem o mesmo papel - errado, por que não dizer quase ridículo - ao querer estabelecer uma data precisa para a criação ou para o big bang. Ambos incorrem no mesmo erro.

O próprio Jesus disse, em Atos 1:7 "Não lhes pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder." Isso vale tanto para o futuro, como o passado. Paulo reforça isso, em Primeira Tessalonicenses, 5:1, quando diz "Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações não necessitais de que se vos escreva".

Acredito que a verdadeira data da criação é tanto mistério divino como a data da volta de Jesus. Uma chave disso é que Segunda Pedro, 3:8 diz "um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia."

Muitos gostam de soar precisamente científicos quando dão um ano preciso para a criação, e a meu ver, fazem um erro. Um grave erro, diga-se de passagem.

Cartão de crédito na igreja

by carlos Email

É apropriado usar um cartão de crédito para dar dízimos ou ofertas na igreja?

A meu ver, não.

A palavra de Deus diz que temos que dar dízimos das nossas primícias. O dinheiro de um cartão de crédito não é seu, é do banco, seu credor. Se o dinheiro não é seu, por conseguinte não é sua primícia. Você está dando dinheiro dos outros.

Quanto a ofertas, muitas igrejas desafiam seus membros a ofertar, com a promessa de um grande retorno financeiro. Novamente, realmente a palavra de Deus garante ao ofertante com o coração certo, um "retorno" para as suas ofertas (nem sempre em forma financeira, cabe frisar - em forma de bênçãos espirituais, saúde, livramentos, alegria). Resta saber se usar um cartão de crédito para ofertar é ter o coração certo!!! Endividar-se esperando receber em troca um valor diversas vezes superior e poder assim pagar a dívida, e embolsar a diferença, não é, a meu ver, semear na obra de Deus. É obra de engano.

De novo, o dinheiro do cartão de crédito pertence ao banco, até que você o pague. Deus não tem a mínima obrigação de honrar este compromisso de negociata.

A oferta deve ser dada com sacrifício, e endividar-se para ofertar não é sacrifício, e sim estultícia.

Quanto a comprar produtos evangélicos com cartão de crédito, tudo bem. Produtos evangélicos são meramente isso, produtos. Não pensem que ao comprar toneladas de livros, CDs etc você está necessariamente ofertando ao Senhor. Você está consumindo produtos. Somente isso. Não "contabilize" isso na sua mente como oferta.

O uso de cartão de débito tanto como oferta quanto dízimo é admissível, pois os fundos de um cartão de débito lhe pertencem.

Basta não entrar no cheque especial. O dinheiro do cheque especial também pertence ao banco, e não a você.

Bênçãos departamentalizadas

by carlos Email

Podem ficar calmos. Não vem nenhuma heresia. Vou falar sobre algo que para mim parece óbvio, mas para muita gente não é.

Tinha uma colega de trabalho que tinha um comportamento dúbio. Nas atividades da igreja, chegava sempre antes da hora. No trabalho, quase todos os dias chegava atrasada, às vezes pedia algumas horas para ir ao médico e ficava fora o resto do dia sem avisar, etc. Não é preciso dizer que sua vida profissional não foi muito para frente.

Você pode jejuar, fazer ofertas de todos os tipos, participar de círculos de oração, etc., mas Deus é acima de tudo um Deus de ordem. Ele não tem a mínima obrigação de abençoá-lo em uma determinada área da sua vida, se você é ostensivamente omisso nesta área, embora seja diligente em outras.

Muitos esperam ser abençoados por Deus profissionalmente, por que servem na Igreja com seriedade, alegria e vigor. Certamente serão abençoados no seu serviço ao Senhor, que, entretanto, não tem a mínima obrigação de abençoá-los no trabalho se lá forem omissos, trabalhando com mal humor, indiferença e fazendo corpo mole.

O mesmo se aplica às outras áreas da nossa vida: familiar, social. Se você é omisso com seus amigos e familiares, mas é um faz-tudo na Igreja, pode crer que não será abençoado nos seus relacionamentos pessoais e familiares. Se for muito sério no trabalho, mas fizer as coisas de Deus de forma relaxada, fique certo que sua vida espiritual ficará sempre a desejar, embora seja promovido com frequência.

Deus espera que usemos sempre o mesmo padrão em tudo que fizermos. Devemos agir com alegria, amor, seriedade, vigor, o mais alto padrão de ética, com consciência dos nossos limites. E acima de tudo, equilíbrio. Exceder-se muito numa área, sempre vai prejudicar outra.

O louvor liberta

by carlos Email

Já ouvi demais esta frase, e concordo com a mesma, com reservas. Já pensei muito no assunto pois atuo na área de louvor há muitos anos.

Primeiro, não podemos deixar de aceitar que a cultura brasileira é dada a amuletos. Estes estão presentes em diversas formas, e infelizmente, a prática se espalha na igreja e nos conceitos bíblicos. O que há de errado, diria você? Amuletos são uma clara forma de idolatria.

O louvor liberta sim, mas o louvor que liberta nem sempre é o preconizado por muitos. O louvor que liberta é o louvor ativo, que parte da pessoa para Deus. Simplesmente colocar um CD de louvor na sua casa, e sair, não vai "limpá-la" como muitos crêem. Ouvir louvores no carro não vai te livrar de acidentes no trânsito. CDs de Louvor não são folhas de arruda. Assim como deixar a Bíblia aberta em versículo "x" no criado-mudo ou deixar uma Bíblia no carro também não vai te proteger de nada.

Ir a igreja "ouvir" o louvor não vai necessariamente te libertar de nada. Se você não participar, se não partir louvor de você, que seja cantando para dentro, se você for desafinado e não sabe bater palmas, simplesmente assistir um grupo cantando louvores não vai te libertar. Sem haver o culto racional, sem você pensar e concordar com o que está sendo cantado, o louvor passa a ser passivo. Pode ser que algum dia você louve, mas Deus procura aqueles que o louvem EM ESPÍRITO E EM VERDADE, não escutadores de CDs gospel!!!

Louvor é, acima de tudo, uma atitude. E é verdade, aqueles que louvam em espírito e em verdade são libertos (por Jesus, que fique bem claro), desce sobre essa pessoa um bálsamo curador. Aquele que só escuta louvores pode até ser impactado emocionalmente pelas bonitas melodias, pode chorar convulsivamente, mas de nada está sendo libertado.

Curiosamente, a frase "o louvor liberta" não ocorre na Bíblia. Na maior parte das vezes a ideia é tirada de um trecho de I Samuel, capítulo 16, 14 a 23. Nesse trecho, a Bíblia diz que o espírito do Senhor se retira de Saul, e um espírito mau da parte do Senhor passa a assombrá-lo. (ver. 14). Seus criados o orientam, para que Saul ordene os seus servos que busquem um homem que toque harpa bem, e que quando este homem tocar, Saul se sentiria melhor. (Versículo 16).

É assim que Saul chega a Davi, que tinha reputação de tocar muito bem harpa. Davi foi achado pelos servos do rei, e trazido à sua presença. E, de fato, toda vez que Davi tocava a harpa, se o rei estivesse atribulado logo passava o mau estar. Saul entao pediu que Davi permanecesse na corte.

Algumas coisas ficam claras. Deus arquitetou essa situação toda para que Davi viesse á presença do Rei e ficasse na Corte. Esse foi o objetivo do "espírito mau" assombrar Saul, que provavelmente, era uma forte angústia. Deus já sabia que os criados de Saul lhe recomendariam um tocador de harpa, e que este seria Davi. E Deus queria Davi na corte. Esse é todo ponto de I Samuel 14 a 23.

Por outro lado, em lugar nenhum, em nenhuma versão da Bíblia, diz que Davi estava tocando louvores. Certamente, não diz que está cantando. Só diz que ele tocava bem, e que tocava a harpa com suas mãos. É bem possível que no íntimo de Davi a sua inspiração fosse divina, mas o que deu o alívio fora a música tocada por Davi, pois assim convinha para os desígnios do Senhor. Ou seja, Davi obviamente estava ali por seus dotes como músico, não necessariamente como ungido de Deus. Deus criou a situação e o remédio, pois assim Lhe convinha, convinha que Cristo viesse da linhagem de Davi e que Davi fosse rei.

Em uma situação análoga, é possível que aconteça a mesma coisa a uma pessoa acometida de espíritos malignos, como Saul, mas não vejo isso como sendo normativo.

Dentro do conceito de culto racional, é necessário cultuar a Deus racionalmente, ou seja, com louvor ativo. Se você quer que Deus te liberte, comece a louvar. Não deixe o CD ou grupo de louvor fazer isso por você.

Por último, o louvor agrada a Deus (Deus é entronizado no meio dos louvores do seu povo” (Salmos 22:3)) , e traz a sua presença. E a presença de Deus, esta sim, liberta. Uma grande diferença de dizer que o louvor em si liberta.

Igreja Natural e Positiva

by carlos Email

Acalmem-se, não estou propondo nenhuma revolução, ou mais outra heresia.

Na filosofia do direito, a disciplina é classificada em duas formas - o Direito Natural e o Direito Positivo.

Em síntese, o Direito Positivo é o direito como é. O Direito Natural é o direito como deveria ser.

Muitos juristas consideram o Direito Natural utópico. Seria um direito perfeito, de fato tão perfeito que não poderia ser contestado com qualquer embasamento lógico. Já o Direito Positivo é aquele direito imperfeito, que às vezes nos subjuga, com leis que não fazem sentido, conflitos jurisdicionais, aplicação errônea, ambíguidade e que muitas vezes, parece tudo, menos direito. Segundo os que acham o Direito Natural uma utopia, temos que aceitar o Direito Positivo, e tentar aprimorá-lo, sem nunca pensar em atingir a perfeição do primeiro.

Às vezes quando a gente critica algumas das coisas que estão ocorrendo na igreja parece até que somos anti-igreja. Longe disso. É justamente o amor que nos leva a querer algo mais próximo daquilo que percebemos como perfeição. Assim a Igreja também poderia, como o direito, ser classificada de Positiva e Natural. A Positiva como ela é, a Natural, como deveria ser.

A primeira é a igreja humana, a segunda é a igreja de Jesus Cristo. A primeira é imperfeita, cheia de política, modismos, às vezes heresias, algumas injustiças, comoções, problemas, rebeldias. A segunda, perfeita, com um chefe 100% confiável em todas as circunstâncias, Jesus e um povo que realmente O segue.

Entretanto, devemos reconhecer que somos humanos e pecadores, que infelizmente não ouvimos a voz do Espírito Santo o tempo todo, e por isso, a Igreja na Terra será sempre a Igreja Positiva, como é, e não a Natural, como deveria ser.

Uma vez que encaramos esta verdade, podemos perdoar as possíveis falhas dos nossos líderes assim como as nossas próprias falhas.

O ano da soberania do Senhor

by carlos Email

Na atualidade o fim de ano é uma época curiosa nas igrejas.

É no fim de ano que surgem as ideias de que o ano seguinte taxativamente será o "ano da restituição", "ano de prosperidade", "ano da alegria", o "ano da cura interior" e sabe-se lá ano do que.

Muitas vezes, a ideia é apresentada como se fosse uma direção de Deus. O slogan então é adotado, por exemplo, ano tal será o "ano da restituição". Daí ocorre algo interessante. O frênesi dos cultos do fim de um ano e começo do outro começa a se dissipar, e lá por volta de abril não se fala mais do "ano da restituição" - até porque, muitas vezes não houve nenhuma restituição visível para qualquer indivíduo no corpo, quanto mais a restituição coletiva prometida e tida como certa.

Simplesmente não se fala mais no assunto. Mas no ano seguinte, lá vem o "ano de prosperidade".

Tais slogans são similares às resoluções de ano novo, que muitas pessoas fazem. Propósitos assumidos em 1 de janeiro, mas cuja memória nem mais existe em abril, e que nunca se cumprem.

O problema está na forma em que o "ano disso ou daquilo" é apresentado. Se o tal "ano da restituição" é uma promessa de Deus, então, sem dúvida teria que se cumprir. Se não se cumpre, é por que não era uma promessa do Senhor, e meramente palavra de ordem, desejos de corações facilmente enganáveis.

Se é um pedido ou clamor coletivo, menos mal. Só que o corpo tem que entender que quando fazemos um pedido a Deus, Ele pode atender ou rejeitar o pedido. Isto por que, afinal de contas, podemos estar pedindo errado, segundo a própria palavra. E se é um pedido ou clamor, não devemos desistir tão fácil. Mas infelizmente a maioria das pessoas entende que é uma promessa divina. E isto constitui um grande problema.

Assim que melhor seria se os diferentes ministérios declarassem um ano diferente para 2010. Que tal chamar 2010 de "ANO DA SOBERANIA DE DEUS"? Vamos deixar Deus ser Deus.

Rico não vai para o céu

by carlos Email

Já ouvi muita gente dizer isso, e pior ainda, com certo gosto de vingança. A interpretação bíblica nesse caso é obviamente incorreta.

Muitos fundamentam esta opinião em um trecho que aparece nos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas. Vou me ater ao trecho em Lucas 18 a 29, por razões que ficam claras a seguir.

No texto, um rapaz que algumas traduções dizem ser um rapaz rico, outras um líder religioso, outras ainda um homem de posição, se aproxima de Jesus e pergunta o que deve fazer para ter a vida eterna. Jesus menciona alguns dos dez mandamentos, e daí o homem responde que obedece a todos eles. A seguir a citação direta da Bíblia: "Ouvindo-o Jesus, disse-lhe: Uma coisa ainda te falta: vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois, vem e segue-me. Mas, ouvindo ele estas palavras, ficou muito triste, porque era riquíssimo. E Jesus, vendo-o assim triste, disse: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! Porque é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus."

Pois bem. Á primeira vista, o texto parece realmente dizer que os ricos não vão para o céu, por que eu particularmente nunca vi um camelo que pudesse passar pelo buraco de uma agulha. Entretanto, os que usam este texto para justificar a interpretação errada, muito convenientemente se esquecem de ler o trecho a seguir, "E os que ouviram disseram: Sendo assim, quem pode ser salvo? Mas ele respondeu: Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus".

Aqui fica patente que o homem rico e de posição acima achava que seus atos, ou seja, o cumprir mandamentos, pura e simplesmente o levaria ao céu. Jesus, na sua presciência, sabia que o homem não abriria mão das suas riquezas, ou seja, não seguiria Jesus incondicionalmente. Por isso ficou triste quando Jesus lhe impôs a venda dos seus bens, pois o homem queria herdar o reino dos céus da sua maneira, só até um certo ponto. Ou seja, confiava tanto nas suas riquezas quando na sua preservação da lei. O pecado aqui não é ser rico, mas sim confiar nas riquezas.

Você pode estar falando, isto não prova nada. Pois bem, se você frequenta uma igreja evangélica (ou mesmo se não frequenta), provavelmente já ouviu aquela música "Como Zaqueu", do Regis Danese. Não é este o nome da música, mas sim "Faça um milagre em mim", mas não importa.

Não acredito em coincidências na Bíblia, e curiosamente a história de Zaqueu aparece justamente em Lucas 19, algumas linhas depois da história do rico mancebo. Neste texto, Lucas 19 de 1 a 9, Zaqueu, um pecador, cobrador de impostos, e segundo algumas versões da Bíblia, um homem muito rico, sobe numa árvore para ver Jesus, por que era baixinho. Jesus então o chama, dizendo "pois me convém ficar hoje em tua casa."

Zaqueu o leva para a sua casa, com muita alegria e proclama "Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais."

Notem algo curioso aqui. Zaqueu era muito rico, e não disse que doaria todos os seus bens aos pobres. Somente a metade. De fato, era tão rico que prometia restituir quatro vezes àqueles que tinha defraudado! Ou seja, a metade que lhe sobrou ainda era muita coisa.

Se de fato fosse necessário doar toda riqueza aos pobres para herdar o reino do céu, como Jesus fez com o mancebo do capítulo 18, Jesus obviamente repreenderia Zaqueu de forma rigorosa. Mas não é isso que ocorre. De fato, Jesus disse "Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido."

A meu ver, não é por coincidência que a música faz sucesso.

A diferença entre Zaqueu e o homem do capítulo 18 é que Zaqueu se aproximou a Jesus com sinceridade, desejoso de salvação. Jesus exigiu toda fortuna do homem do capítulo 18 porque sabia que o homem não lhe era sincero. De fato, provavelmente não doaria metade dela, como Zaqueu, provavelmente dizimava com muito sacrifício. Entre outras coisas, a conversa entre os dois começa assim; HOMEM: "Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?" JESUS: "Por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão um, que é Deus." Logo de cara Jesus confronta a falta de sinceridade do homem.

Há mais. No próprio capítulo 18 de Lucas, existe a parábola do fariseu e do publicano. Cabe lembrar que os publicanos eram os cobradores de impostos, e portanto, ricos. O fariseu, o religioso de plantão, aquele se julga certinho com Deus, não necessriamente rico, orava da seguinte forma " Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano". Já o conhecido pecador orava assim: "Ó Deus, sê propício a mim, pecador!", batendo no peito e sem ousar olhar para os céus.

Nesse caso também, a riqueza do publicano em nada importou a aprovação do Senhor, que disse: "Digo-vos que este (o publicano) desceu justificado para sua casa, e não aquele (o fariseu); porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado."

O que importa para Deus é a sinceridade, e não a riqueza ou pobreza de um indíviduo.

De fato, no trecho de Lucas 18, se o homem fosse identificado como pobre, só tivesse um barraco na favela, e se recusasse a vende-lo para distribuir o dinheiro aos mais pobres que ele, Jesus também diria que este homem não herdaria o reino dos céus, se fosse tão insincero quanto o homem rico.

Briga Record x Globo - o que fazer

by carlos Email

Como deve o evangélico - e aqui incluo todas as denominações protestantes tradicionais, igrejas neopentecostais e ministérios independentes - fazer em relação à briga Record x Globo?

A meu ver, nada.

Esta briga é uma mera briga entre empresas, pouco ou nada tem a ver com a causa evangélica, até mesmo com religião, muito menos com proteção dos direitos do público. Simplesmente o dono da Record é também o presidente da IURD, e aqui ambos os lados se complicam nos seus argumentos.

A IURD não representa o protestantismo, nem mesmo o neopentacostalismo no Brasil. De fato, a IURD se afasta e se isola tanto das outras igrejas e seus líderes quanto a Globo de afasta dos evangélicos.

Se a Rede Record tivesse programação exclusivamente evangélica, ou seja, se fosse um canal religioso, a coisa adquiriria contornos diferentes. Mas não é este o caso - a programação da Record é parecida com a programação das outras emissoras comerciais, muitas das quais também vendem horário para igrejas.

Portanto, a guerra entre Record x Globo não é a guerra entre o céu e inferno, ou dos éticos contra os antiéticos, sim entre interesses meramente terrenos e comerciais.

Por outro lado, a indignação demonstrada pela grande mídia de modo geral contra a IURD (Record) também não tem procedência. Se é errado comprar (e manter) um negócio com dízimos ou ofertas de fiéis, o princípio se aplica desde um carro de pipoca até uma emissora de TV. As diversas religiões no Brasil, inclusive a principal religião do país, são proprietárias de uma gama imensa de empresas. Fabricantes de sucos e alimentos, restaurantes, editoras, gráficas, hotéis, fazendas, empreendimentos imobiliários, lojas, gravadoras, hospitais, instituições de ensino, participações acionárias, etc, etc, etc. Tudo isso montado, comprado ou adquirido com dinheiro que tem origem em contribuições de fieís, seja através de dízimos ou realização de eventos como casamentos e batismos. Notem que muitas destas entidades não são fundações. Fontes na Internet indicam que 60% de um imposto, o laudêmio, incide sobre transações imobiliárias relacionadas a milhares de imóveis nas principais (e algumas das mais caras) áreas do País, e este IMPOSTO é pago à religião predominante do país. O valor é pago a esta instituição religiosa quando existe transferéncias de titularidade destes imóveis. Para os que quiserem averiguar, http://kiminda.wordpress.com/2009/06/14/familia-real-brasileira-ainda-recebe-laudemio/

A única diferença é a dimensão do gigantesco empreendimento Record, comprado por uma bagatela do Silvio Santos nos anos 90.

Se a mídia secular demonstra indignação com a origem dos fundos usados para a compra e manutenção da Record, deveria denunciar todos outros grupos religiosos que mantêm participação direta ou indireta em negócios que não sejam casas de cultos, sejam ou não fundações. Inclusive o laudêmio.

Deixem o pessoal brigar.


Criticas Provérbios 29:1

by carlos Email

Ninguém gosta de críticas. Grandes amizades, parcerias, casamentos, sociedades, coalisões foram sumariamente encerrados por causa de críticas. Como consequência de críticas, pessoas já morreram, alguns possivelmente estão paraplégicos, outros sem dentes, quem sabe sem empregos por dizerem exatamente o que pensavam. A crítica transforma o amor em ódio, o apreço em desprezo, cria guerras, desavenças, rivalidades, inimizades, divisões.

Sou humano, também não sou chegado a críticas. Se fosse liberava os comentários no meu blog sem lê-los. Por ser humano, nunca pergunto a a uma pessoa se gostou ou não de algo que eu fiz. Se perguntar, estou dando abertura para a crítica, tenho que estar pronto para ouvir uma crítica. A ignorância tem certas vantagens.

Entretanto, é com a crítica que aprendemos. Quando comecei a trabalhar com traduções, há uns bons anos atrás, era um arrogante com "a" maiúsculo. Salvo por óbvios erros ortográficos impossíveis de justificar, logo ficava com bico quando alguém apontava um erro em meu trabalho. Com o tempo passei a entender que embora o intento do crítico nem sempre fosse nobre, muitas vezes estava certo, e na realidade, estava me ajudando sem querer. Assim fui melhorando, aprendendo cada vez mais, principalmente com os críticos mais agressivos e difíceis de engolir.

Nunca aprendi nada com tapinhas nas costas.

Não acho que todas as pessoas pensam assim. De fato, a grande maioria das pessoas, sejam jovens, velhas, bem educadas, grossas, com vasta formação, analfabetas, criativas, burocráticas, altas, baixas, gordas, magras, demonstra uma imensa aversão a qualquer vento de crítica. Preferem dissimulados tapinhas insinceros a suaves, do que verdadeiras críticas.

Uma pena, pois poderiam aprender.

Agora, o que diz a Bíblia sobre o assunto?

Provérbios 29:1 diz "Aquele que, sendo muitas vezes repreendido, endurece a cerviz, será quebrantado de repente sem que haja cura." Muitos interpretam "repreendido", neste caso, no sentido de repreensão por comissão de um pecado. É isso, mas vai além. Outra tradução diz "Quem insiste no erro depois de muita repreensão, será destruído, sem aviso e irremediavelmente". Aqui vemos que o teimoso, que não se rende a críticas ou não quer ouvi-las, terá um fim desagradável, por causa da sua teimosia e aversão às críticas.

Isso se refere inclusive a sacerdotes. Não devemos criticar levianamente os ungidos de Deus, mas se a crítica for construtiva, feita com amor, fundamentada, lógica, baseada na Palavra de Deus e com o intuito de solucionar um problema ou situação, é nosso dever faze-la, visando o bem. E os ungidos de Deus devem ter humildade para ouvir a crítica, digeri-la e assim evoluir em nível ministerial e pessoal.

Caso contrário, também pagam o preço por sua teimosia.


O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra (Salmos 34:8)

by carlos Email

Devemos insistir em frequentemente orar para que Deus mande seus anjos para nos proteger? A meu ver este texto, muitas vezes usado para justificar este tipo de clamor, responde bem a pergunta. Mais adiante o mesmo salmo afirma “o Senhor é bom”, no versículo 7. Você ousaria orar ao Senhor “quero que o Senhor seja bom”? Obviamente, não, pois a Palavra afirma aqui, e em outros locais, que Deus é inerentemente bom, é uma característica dEle, e aqui é feita uma afirmação nesse sentido.

Da mesma forma, nesse texto é feita uma afirmação, de que “o anjo do Senhor acampa-se”, o texto não diz, “peça a Deus e Ele enviará seus anjos”. Eles se acampam, querendo você ou não, pedindo você ou não. Pode ficar tranquilo, não precisa pedir. Basta, entretanto, temer ao Senhor, com sinceridade.

Acredito que os anjos existem, sim, e gosto de pensar que entendo qual é seu ministério. Embora eles nos sirvam, são servos de Deus, não nossos. Se já tive livramentos por operação de anjos? Acredito que sim. Mas na minha opinião não é apropriado inserir anjos nas nossas orações com muita frequência.

Como Deus manda seus anjos para nos proteger? Um exemplo está em Atos 12:5 a 9. Pedro estava preso, e o versículo 5 diz que “havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele.” Note que o texto não diz, “a igreja pedia que Deus mandasse um anjo libertar Pedro”. Mas foi exatamente isso que ocorreu no versículo 7 “Eis que sobreveio um anjo do Senhor e uma luz iluminou a prisão; e tocando ele o lado de Pedro, o despertou dizendo: Levanta-te depressa! Então as cadeias caíram-lhe das mãos.”

Será que Deus precisava do anjo para fazer isso, ou você acredita que Deus poderia usar outro meio? Eu acredito que poderia usar qualquer outro meio, natural ou sobrenatural, sem operação de um anjo, basta uma palavra Sua. Mas neste caso, Deus resolveu mandar seu anjo. Quem somos nós para impor o método que o Senhor vai usar para nos guardar ou dar um livramento?

Pode parecer muito ingênuo orar para Deus mandar anjos, mas devemos nos lembrar que Lúcifer era um anjo, e a própria Palavra nos diz que pode se disfarçar em um anjo de luz. Ou seja, pode enganar o cristão. Se caímos no hábito de orar pedindo a presença e operação de anjos, podemos fácil e rapidamente começar a orar para anjos. O próximo passo é querer se comunicar diretamente com os anjos. E cair nos laços do inimigo.

Portanto, deixem Deus ser Deus. Orem por proteção, conheçam a Sua palavra, e deixe que Ele escolha o método que vai usar para abençoá-lo. Retirem os anjos das suas orações.


MAIS QUE VENCEDORES

by carlos Email

Em todas essas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. (Romanos 8:37)

Vivemos num mundo completamente obcecado por competitividade. De fato, pode-se dizer que a caótica situação econômica atual se deve por excesso de competitividade, causada por excessiva ganância. Qual é o objetivo único da competitividade? A vitória. Ser número um, muitas vezes, a todo custo. Vitória, vitória, vitória. Sempre, sempre, sempre.

Infelizmente, tal obsessão parece ter chegado à Igreja, num sentido nem sempre bíblico da expressão. Queremos vitória a todo custo, o tempo todo. Mas a Palavra diz
"Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." João, 16:33. Aqui vemos que o conceito de bíblico de vitória - a vitória de Jesus na cruz, a vitória dEle - é bem diferente do conceito de vitória do mundo.

De fato, diria que para o crente a vitória no sentido competitivo deveria ser desconsiderada totalmente. Paulo usava muitos exemplos desportivos, algo que era muito importante na sociedade helênica, e aqui ele nos diz que SOMOS MAIS QUE VENCEDORES. Não diz que somos vencedores, notem bem. SOMOS MAIS QUE VENCEDORES. Ou seja, o que temos em Cristo Jesus é muito superior ao padrão secular de vitória: aumento de salário, promoção, melhor nota na escola, convencer alguém a namorar com você, vencer jogos, ganhar dinheiro na bolsa de valores, superar um concorrente numa licitação, ser contratado para um emprego, seu time ganhar um campeonato. As pequenas vitórias do dia-a-dia. Ser mais que vencedor significa exceder um padrão, digamos, mesquinho de vitória.

Infelizmente, confissão positiva, programação neurolinguística, filosofias de auto-ajuda, metafísica platônica parecem se infiltrar cada vez mais na Igreja, levando muitos a crer que basta declarar a vitória, e você a terá. O que fazer com João 16:33, se estamos sempre em vitória? Devemos estar sempre com um sorriso no rosto? Que dizer de “Jesus chorou?” (João 11:35). Devemos fingir que não temos problemas e que “estamos em vitória”? É isto que significa ser mais que vencedor?

É certo, entretanto, desejar vitória constante sobre os pecados, um conceito que está completamente em sintonia com o que diz o resto de Romanos 8, por exemplo, no versículo 10, “Se porém. Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito é vida, por causa da justiça”. Mas não é este o tipo de vitória que é frequentemente pregado.

Não há nada de errado de buscar auxílio do Senhor para as nossas atividades do dia-a-dia, de fato Deus diz que assim devemos proceder. Mas temos que entender que ser “mais do que vencedores” significa um padrão muito superior de vitória do que o conceito que está sendo passado a muita gente. Ser mais que vencedor significa justamente que as pequenas derrotas ou vitórias do dia-a-dia não devem importar para nós, pois Deus as transforma para nosso benefício, senão nesta vida terrena, com certeza na vida eterna.

Ou seja, ser mais que vencedor é muito mais que palavra de ordem.


Agradecer

by carlos Email

Certa noite tive uma experiência interessante, que gostaria de compartilhar com todos.

Estava orando e me preparando mentalmente para o corolário de pedidos que normalmente fazemos ao orar. Não estou criticando, a própria Palavra de Deus nos instrui que devemos pedir. Mas convenhamos, pedimos mais do que agradecemos.

E ao pedir somos muito específicos, mas na hora de agradecer, extremamente vagos. Pedimos carros de certa marca, casas com certa metragem, esposas com olhos de uma ou outra cor, maridos com determinada altura. Mas para agradecer frequentemente dizemos "obrigado por tudo".

Naquela noite me ocorreu que, embora frequentemente seja bastante específico nos meus agradecimentos, nunca havia agradecido a Deus por uma série de coisas. E comecei. Agradeci por livramentos, vitórias, até laranjas, lentilhas, chocolate, filmes e músicas específicas, viagens e passeios, enfim, fiquei agradecendo por centenas de coisas, e devo ter orado pelo menos duas horas. Quanto mais agradecia, mais meu coração ficava alegre, e acreditem, no dia seguinte não senti as duas horas perdidas de sono.

Daí descobri que uma moça tinha tido uma experiência parecida, com um método diferente. Foi escrevendo num caderninho todas as coisas que nunca agradeceu formalmente a Deus, e acabou editando um livro.

Se você nunca fez isso, faça hoje. Não peça nada, agradeça pela cereja, feijão com arroz, desenhos do Super Mouse, passeios à praia, aquela peça em que participou no primário, enfim, tudo aquilo que Deus te proporcionou de bom até hoje.


Modismos na Igreja

by carlos Email

Fanatismo ou convicção

by carlos Email

As pessoas religiosas são atualmente vistas como fanáticas pela sociedade secular. O termo é usado como óbvio pejorativo, de certa forma como elemento de proselitismo às avessas. Digamos um proselitismo anti-religioso, na base da psicologia inversa.

Na realidade, o fanatismo não se encontra somente entre os religiosos. Há muita gente fanática pelo método científico, sem saber exatamente do que se trata, e outras tantas que são fanáticas pelo humanismo, outras fanáticas por anti-convicção.

Concluo que o fanatismo é nocivo. Por que o fanatismo é irracional.

Da mesma forma que muitas pessoas assinam embaixo da filosofia humanista, sem nunca ter lido um único filósofo desta escola, e outras tantas juram de pé junto que todas as mazelas da humanidade se resolverão pelo método científico, e nunca estudaram ciência profundamente, o fanatismo religioso também é nocivo. Justamente por ser irracional, como o fanatismo do nacionalismo e idealismo.

A Palavra de Deus nos diz que o nosso culto deve ser racional (Romanos 12:1). Não se deve confundir experiências espirituais com irracionalidade. A racionalidade do nosso culto resulta em convicção, enquanto o fanatismo é uma forma de idolatria.

Ocorre que a convicção dá trabalho, e o fanatismo é fácil. Para ter convicção é preciso ler, refletir, pensar, debater, estudar. Para ser fanático basta aceitar algo sem qualquer embasamento racional.

Seja convicto, e não fanático.


Estarrecedor

by carlos Email

Ontem à noite estava assistindo um programa na TV, com um pregador muito famoso. Apesar da fama, era a primeira vez que o assistia. Falava sobre a crise econômica, sobre profecias bíblicas que previram a crise, e frisava que esta pioraria.

Lá pelo final do programa, o pregador disse que ele estava pronto para "liberar" quatro bênçãos para o povo, mas que tinha um desafio. Não falou com todos os pontos nos "i", mas sugeriu que os telespectadores dessem uma humilde "oferta" de 900 dólares para Deus (mas enviada a ele), sugerindo um "retorno" de 100 vezes.

Prontamente saí do canal, e fui dormir perturbado com a cena.

Como Deus é maravilhoso, e não se deixa escarnecer, me deu a resposta logo de manhã.

Está em Jeremias 5. Deixa Deus falar, já falei demais:

30. Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra;
31. os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam de mãos dadas com eles; e é o que deseja o meu povo. Porém, que fareis quando estas coisas chegarem ao seu fim?

Prestem bastante atenção na frase "e é o que deseja o meu povo".

Glória a Deus pela Sua palavra.


O pecado que não dá IBOPE

by carlos Email

Qual foi o pecado de Sodoma? A maioria das pessoas responderia sexo desenfreado e ilícito.

A Bíblia vai mais profundo no assunto, e o esclarece em Ezequiel 14. O sexo, conclui-se, foi um efeito dos três pecados enumerados naquele texto. Entre os pecados de Sodoma estava a "fartura de pão". Isto não significa que ter muito pão na mesa é pecado, mas consumir alimentos em excesso, sim. Enfim, a gula.

Por outro lado, Gálatas 5 enumera as diversas obras da carne, e quase no final da lista inclui glutonaria. Sobre estes pecados Paulo diz que seus praticantes não herdarão o reino do céu.

Opa! A coisa é séria.

Então, me explique porque, depois de 18 anos de convertido, tendo literalmente participado de mais de 1000 cultos em igrejas nos Estados Unidos e Brasil, ouvido pregações no rádio e na TV, revistas, livros e folhetos, não me lembro de ter lido, assistido ou ouvido uma única pregação sobre a gula!

A gula não dá IBOPE. Fumar, que nem é um pecado explicitamente listado na Bíblia, já causou até expulsão de muita gente de igrejas. A gula, por outro lado explicitamente indicada nestes dois trechos chave no VT e no NT, simplesmente é aceita como um desses fatos da vida.

Comer é bom, e quase todo mundo gosta. O pior ainda, diria, é que comer em excesso é gostoso e um mundaréu de gente adora encher a cara de comida. Como alimentar-se é um ato essencial para a subsistência, é muito fácil aceitar que comer em demasia de vez em quando ou sempre, é aceitável. Muitos dentro da igreja justificam que não bebem, não fumam, não jogam, não são adúlteros, não falam palavrão enfim, a única coisa que fazem de questionável é comer muito.

De fato, já presenciei muitos eventos dentro das próprias igrejas que muito se parecem com os banquetes da Velha Roma, com pratos hiperprovisionados, com direito a repeteco e tudo mais. Enganam-se os que acham que os bacanais envolviam só consumo excessivo de álcool e sexo - encher a cara de comida fazia parte do esquema. Muitos até usam a expressão "orar no monte", ao carregar, contentes, seus pratos transbordantes de comida.

Eu pensaria duas vezes antes de cometer este ato, como se nada estivesse acontecendo. Vez por outra ainda me vejo colocando mais comida do que deveria no prato, comendo quando já estou mais do que satisfeito, mas já me conscientizei de que isto é algo que não agrada a Deus.

O que vem a ser a glutonaria? Muitos acham que é somente comer guloseimas ou coisas mais rebuscadas e gostosas. Acham isso por que querem se enganar. Glutonaria é simplesmente comer mais do que é necessário para a sua manutenção, seja arroz e feijão ou camarão na moranga. Se você continuar comendo após sentir-se satisfeito, está cometendo glutonaria. O consumo de alimentos é prazeroso, e o consumo destes em excesso pode viciar tanto quanto a cocaína, a cachaça e o cigarro.

Sem contar que faz mal para o intestino, estômago, coração, fígado, etc..

Agora, antes que você comece a apontar o dedo de forma acusatória contra as pessoas mais cheinhas dentro da sua igreja, acusando-os de ser pecadores sem vergonha, deve saber que em algumas pessoas o mecanismo de indicação de satisfação não funciona direito. Não comem em excesso propositadamente, mas sim por que seu corpo não produz certos hormônios ou produzem-nos em pouca quantidade. Estas pessoas precisam de suas orações, e não de críticas.

Na próxima vez que pensar com você mesmo "hoje vou comer até explodir", conscientize-se de que isto é a mesma coisa que dizer "hoje eu vou tomar um pifão até cair na sarjeta". Quero vê-los no céu.


Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas Convêm I

by carlos Email

(1 Coríntios 6-12)

Este é um dos versículos mais abrangentes e sérios da Bíblia, portanto, escreverei uma série de posts sobre o assunto.

Por exemplo. A sinceridade é uma virtude. Mas será que ela sempre convém?

Se você vê uma irmã na Igreja que ganhou algum peso, diria para ela 'você está gorda', com toda sinceridade e sem ser perguntado???? É certo que a Bíblia nos diz que o diabo é o pai da mentira, portanto, o cristão não deve mentir. Entretanto, a sinceridade gratuita pode ser um problema dentro da igreja. Nesse caso é preciso ter muito tato. Nunca se exceda na sua sinceridade, PRINCIPALMENTE sem ser perguntado.

Há dois lados da moeda e todos nós precisamos ter cuidado. Voltemos ao caso da irmã que se encontra um pouco obesa. Ela também deve ter cuidado para não incitar os irmãos a machuca-la, e nunca perguntar se os outros acham ou não que está gorda. A resposta se encontra num lugar inusitado. Lucas 14, 8 a 11.

A passagem diz - 'Quando por alguém fores convidado para um casamento, não procures o primeiro lugar para não suceder que, havendo um convidado mais digno que tu, vindo aquele que te convidou e também a ele te diga, dá o lugar a este', mais adiante 'pois todo o que se exalta será humilhado e o que se humilha, será exaltado'.

A primeira vista, o texto não parece se encaixar com este assunto. Mas pense, tem tudo a ver. Nunca devemos buscar elogios de ninguém na Igreja. Se você toca ou canta no louvor, não busque elogios para os seus dotes musicais. Se prepara alimentos para a cantina, não busque elogios. Se prega, prepara boletins, transparências, limpa o templo, seja qual for o seu trabalho na Igreja, nunca busque elogios. E isso também se aplica às coisas fora da Igreja.

Por que não buscar elogios? Por que você pode ouvir um sincero 'não gostei do jeito que você cantou', assim como pode ouvir um sincero 'você engordou bastante'. Quem busca elogios, tem que estar aberto a críticas.

Temos o dever de não incitar os nossos irmãos a pecar ou nos machucar. Incitar o outro ao pecado é uma forma de pecado.

A melhor coisa a fazer é esperar que os elogios venham a você, os comentários positivos também.

Mas se não vierem, também não fique com bronca.


Entretanto, é preciso enfatizar o que este versículo NÂO significa. Tirado fora de contexto, parece que significa, "liberou geral", mas o seu significado está muito longe disso. Por isso é sempre bom ler o contexto e não criar estapafúrdias e ingênuas doutrinas baseadas em textos isolados.

Quando Paulo está falando que "todas as coisas são lícitas", está falando especificamente sobre alimentos!!! Lembrem-se que no VT as leis dietárias proibiam o consumo de determinados alimentos. Nessa Epístola aos Coríntios, Paulo afirma que as leis dietárias não mais se aplicavam, e portanto era lícito comer todos os tipos de alimentos, mas não era conveniente consumi-los em certas situações - por exemplo, alimentos conhecidamente consagrados a ídolos, ou ferindo a convicção de uma determinada pessoa.

O texto frequentemente é usado, erroneamente, para liberar certos comportamentos que são explicitamente proibidos pela Palavra. Por exemplo, se tudo é lícito, então embebedar-se seria lícito, seguindo a deturpada linha de raciocínio "liberou geral", tirado fora de contexto!!! Como a Palavra de Deus diz enfaticamente que não devemos nos embebedar, é claro que o texto acima não é uma licença para encher a cara. Basta aplicar um pouquinho de hermenêutica, e não precisa ser Doutor em Divindade para chegar a essa quase óbvia conclusão.

Entretanto, notem bem, o texto pode ser usado e se enquadra a qualquer coisa que é lícita. Por exemplo, ser sincero é lícito (e desejável) mas segundo indiquei acima, nem sempre conveniente. Diga-se de passagem, esta é a beleza da palavra de Deus.

Outro exemplo. É lícito para um pastor comprar um jato para se deslocar, mas isto convém? Se o Pastor e seu ministério têm dinheiro para comprar o avião, obviamente que é lícito. Entretanto, NÃO CONVÉM!!! O pastor pode alegar que precisa se deslocar para fazer a obra de Deus com mais eficácia, mas francamente, há conexões aéreas práticas e frequentes entre as principais cidades do mundo. Basta administrar melhor a agenda e até mesmo viajar de primeira classe. Infelizmente, a má impressão que dá a compra do aparelho, entre os não crentes, dilui completamente qualquer benefício que a compra do avião verdadeiramente traria à obra de Deus. Se beneficia o estamento do proprietário da aeronave, aí é outro caso. A meu ver, existe o potencial de mais almas serem perdidas por esta demonstração de luxúria do que almas serem salvas pela suposta eficácia ministerial.

Agora gostaria de dar um exemplo pessoal. Como podem ver, tenho esse blog, e escrevo sobre uma série de assuntos. Há certos assuntos e questões que gostaria de abordar neste blog. Não se tratam somente de opiniões, tenho provas, referências, que seja. Alguns diriam, vai fundo, vivemos na era da informação, liberdade de ideia e tudo mais. O grande problema é, mexer com gente graúda, empresas grandes, interesses de alto nível, vale a pena? Estar sujeito a processos, tenham ou não mérito não é a minha ideia de diversão ou vocação. Se me é lícito, lógico, principalmente se estiver certo. Convém? Certamente que não, pois não tenho os recursos financeiros ou tempo para responder processos, assim filtro muito o que escrevo. Dizia um amigo meu, se a cobra te morde, a culpa não é da cobra.

Até mesmo sobre temas evangélicos, confesso que gostaria de escrever sobre certas coisas que me perturbam tremendamente, mas me freio. Não quero me tornar o "Crente Quimioterapia". Como sabem, estes remédios podem curar uma pessoa do câncer, mas também podem matá-la. Por que matam as células cancerígenas, mas no processo, matam muitas células boas também. Não quero com minhas palavras, expor o mal e ao mesmo tempo acabar com a fé de diversas pessoas. Por isso não menciono nomes. Seria lícito falar desses assuntos dando os nomes aos bois? Certamente. Convém? Não.

Na realidade, no sentido mais abrangente, fora do contexto específico de 1 Coríntios 6-12, DE TUDO QUE É LÍCITO, NEM TUDO CONVÉM.

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