Taiwan está para a China, como Cuba está para os Estados Unidos.
Todos sabem que recentemente a apresentadora Hebe Camargo esteve hospitalizada, devido a um câncer. Muita cobertura foi dada na mídia, e Hebe disse ter "sede de viver". Ou seja, apesar dos seus bem vividos oitenta anos, Hebe ainda gostaria de viver mais um pouco. Ou muito.
A revista Super Interessante publicou uma matéria sobre importalidade humana, repleta de dados demográficos curiosos, mas deixa algumas questões pontuais sem resposta.
A ciência avança mais rápido do que a sociedade, criando certos descompassos. O advento da informática, e a rápida evolução desta e das telecomunicações é um grande exemplo disso. Sim, aumentou a produtividade, precisão e reduziu os custos de muitos setores, mas, sob o ponto de vista social, centenas de milhões de empregos foram definitivamente eliminados, e somente algumas dezenas de milhões criados, assim gerando uma crise sócio-econômica permanente. Nos Estados Unidos. dois empregos "entry-level" da garotada estão sendo eliminados da face do país - frentista e entregador de jornais. Vender drogas parece a opção da hora. Além disso, diversos setores foram seriamente afetados pela informática - jornalismo, indústria, serviços dos mais variados tipos, educação, tipografia, a indústria fonográfica e cinematográfica, anuários, etc, etc. Até o meu setor, traduções, sofreu grande deflação, sem aumento de volume.
Hebe Camargo pode se dar ao luxo de até pensar na imortalidade. Hebe foi convidada para cantar o Hino Nacional na primeira transmissão de TV, em 1950, e desde então, está na telinha. longos sessenta anos. Goza de boa reputação, tem muitíssimos amigos de todas as idades, tem uma profissão altamente rentável. Alimenta-se bem, tem acesso aos melhores cuidados de beleza, e pode se hospitalizar no melhor hospital do país, e ser tratada pelo melhor oncologista brasileiro. Se parar de trabalhar hoje, e gerir bem seu dinheiro, poderia, em tese, viver indefinidamente.
O problema com a proposta imortalidade humana é que Hebe Camargo faz parte de uma minoria muitíssimo pequena. De onde surgirão os recursos para sustentar pessoas com duzentos anos de idade? Quase todos os sistemas de seguridade social do mundo estão quebrados, já imaginou com filas e filas de centenários?
Pelo que vejo, os esquemas de imortalidade propostos parecem tirar fora da equação a questão emocional da vida. Nem tudo é fisiológico. O mundo material em que vivemos não está equipado para manter pessoas idosas indefinidamente, pois o emocional começa a baquear na meia vida. As frustrações se acumulam, em grande parte geradas pela alta competitividade da humanidade, o que pouco ou nada tem a ver com questões fisiológicas. Se a proposta fosse manter o frescor da juventude indefinidamente, dava até para entender essa obcessão científica. E o frescor da juventude, em grande parte, tem a ver com a falta de frustrações vividas, vontade de explorar coisas novas, ausência do medo de errar, enfim, uma certa arrogância que só os jovens têm.
Mas me parece que o melhor que os cientistas podem oferecer é um longo período de velhice, vivido com parcos recursos, e fora do contexto produtivo da sociedade. Quase a mesma coisa que ficar ligado a aparelhos numa UTI indefinidamente.
Só que o aparelho, nesse caso, é a TV.
De Pato Donald eu entendo. Aprecio tanto o ancião anatídeo que tenho a coleção completa dos seus desenhos animados de 1934 a 1961.
Nestes, o Pato sofreu nas mãos de esquilos, abelhas, ursos, seus sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luizinho, o tio, o primo, a Margarida, patrões, clientes. Enfim, via de regra, e o Pato se dava mal.
Comprei dois gibis de férias do Pato Donald (N. 3 ) e Tio Patinhas (n. 3) e constato que a sorte do Pato está mudando. Se deu bem em três historinhas, superando o Gastão, Tio Patinhas e o Pardal. Ganhou tesouros e um imenso diamante.
Há luz no fundo do túnel!
Com o Lady Gugu
Li uma interessante e deliciosa entrevista do Signore Fasano nas páginas amarelas da Veja.
A parte mais engraçada foi a sua explicação, ou melhor, justificativa para cobrar 27 reais por uma cestinha de pães (seria pão?) no seu famoso restaurante de Sampa, a título de couvert.
Segundo a professoral explanação do Signore Fasano, o couvert nada mais é do que uma contribuição do cliente para manter o alto padrão do restaurante. Ou seja, garantir que o restaurante continue a servir faustos jantares em prata e cristal da melhor qualidade. Nada teria a ver com pão em si, ou com comida. O pão é um favor da casa, digamos.
Bem, que me consta, o restaurante pertence ao Signore Fasano. Os preços cobrados me parecem ser suficientes não só para cobrir os custos dos bons ingredientes, custos operacionais, salários, e gerar um excepcional lucro que lhe possibilitou abrir diversos outros restaurantes e hotéis de luxo, Brasil afora. Acho que sobraria bastante dinheiro para repor as pratarias, linhos egípcios e cristais.
Se o cliente está contribuindo dinheiro para reposição de pratarias e cristais, nada mais justo se o Signore Fasano desse algumas ações da sua empresa ao cliente - afinal de contas, está contribuindo diretamente para compra de ativos da empresa. Seriam seus sócios...
Que sei eu. Parabéns ao Signore Fasano, antes eu conseguisse cobrar caros couverts dos meus clientes, mas no setor de traduções o cliente não quer pagar nem a comida, quando mais o couvert. Nunca comi na sua luxuosa casa, embora, na infância, tenha sido ávido consumidor das honestas massas vendidas pelo Nonno Fasano em estabelecimento homônimo na Rua Vieira de Carvalho, no centrão de SP.
Sem couvert.
O filósofo alemão Schopenhauer achava que escrever no idioma pátrio, seja qual fosse, vulgarizava qualquer escrito. Na opinião dele, o latim deveria permanecer o idioma dos cultos para sempre. Quem não soubesse latim simplesmente não teria o direito de se inteirar das novidades (ou velharias) do mundo intelectual.
Quando o telefone celular foi lançado no mercado, havia gente que fazia questão de gritar para ser visto falando nos aparelhos, mesmo que o interlocutor o estivesse ouvindo direito. O ponto da gritaria era mostrar a todos que fazia parte de uma elite.
Pois hoje no Brasil há quase um celular para cada pessoa, e tê-lo não é mais sinal de status. Muitos se enraiveceram com a popularidade do celular, pois poucos anos antes se sentiam no topo da montanha.
Ainda bem, para estas pessoas, que existem os iphone da vida, para que possam se sentir suficientemente elitizadas, embora com as carteiras vazias.
Se por um lado Schopenhauer acertou em cheio no seu livro "Parerga a Parelipomena" ao criticar a falta de preparo dos estudantes e professores universitários da época (metade do século XIX), algo que poderia se encaixar perfeitamente na situação atual, por outro, errou redondamente ao querer restringir a cultura a uns poucos "iluminados". Na realidade, chegava quase a se contradizer.
No fundo, grande parte do pessimismo de Schopenhauer advinha da sua quase completa falta de sucesso nas primeiras décadas da sua carreira. Seus livros não vendiam, daí sua virulenta crítica contra os escritores que supostamente visavam somente o lucro. E alunos preferiram o curso do seu desafeto Hegel, na Universidade de Berlim. O pessimismo vinha da amargura do insucesso.
Em um dos seus escritos, Schopenhauer demonstrou ser o verdadeiro anti-escritor. Dizia que os bons escritores não devem ler muito, pois o excesso de leitura poderia afetar negativamente a inspiração própria. Também dizia que poucos livros deveriam ser editados, somente os que valessem a pena (diga-se de passagem, de acordo com que critério, o dele?).
Não é a toa que ele não gozava de muito prestígio entre seus pares. Ou ímpares.
Só acho que, quanto mais cultura e mais celulares, melhor para todos. Inclusive para as ex-elites.
É com certa tristeza que constato que meu time, o Santos, parece ter estabelecido um mau precedente que provavelmente será seguido pelos outros clubes do País.
Explico. O time está impedindo seus jogadores de ter manifestações religiosas durante os jogos, ou seja, de vestir camisetas com dizeres religiosos por baixo da camiseta do clube, levantando-as para comemorar gols ou exibi-las após as partidas.
Curiosamente, o nome do clube que estabeleceu essa nova regra é Santos. Nome mais religioso que este é impossível. Só que agora teremos Santos sem santos.
O regulamento parece ser feito de medida para os jogadores evangélicos, que têm usado esta prática há alguns anos.
Lembro-me até hoje que um dos momentos que mais ficaram na minha memória, durante a Copa do Mundo de 1970, foi quando Jairzinho ajoelhou-se e fez o sinal da cruz para comemorar um gol. Eram épocas diferentes, além do que o sinal representava a religião mais praticada no País na época, e até hoje.
Resta saber se o regulamento impede os jogadores de dizer, em entrevistas "graças a Deus, não me machuquei". Ou de repetir o ato de Jairzinho. Ou então mesmo de usar crucifixos, estrelas de Davi ou tatuagens de cunho religioso, que possam aparecer na hora de uma entrevista.
Comemorar gols parecendo debilóides pode, exercer o direito de liberdade religiosa, não pode.
Rebolar que nem bailarina de mambo e chupar o dedo realmente enaltece a imagem do time e dos seus patrocinadores.
Entre outras coisas, a fundamentação da medida é que o clube embute, no pagamento aos seus jogadores, "direitos de imagem". Ou seja, o SFC não quer ter sua imagem diretamente associada a um ou outro grupo religioso.
Curiosamente, nada se diz sobre a imagem desgastada de diversos jogadores fora dos campos não só do Santos, como de outros clubes do Brasil, que são amplamente divulgadas pela imprensa especializada. Os jogadores se aplicam com muito vigor nas baladas, regadas a muito uísque e farta mulherada - e ás vezes até travestis, e sabe-se lá, deve rolar até um pozinho para os mais ousados... Sem dúvida, a diretoria santista não deve achar que tais atividades tem um efeito negativo na imagem do clube. Na realidade, se enquadram perfeitamente na imagem de "esporte viril" que é o futebol e, portanto, seriam até desejáveis. Mas são estas atividades que, de fato tem efeito no vergonhoso futebol que o time tem exibido ultimamente e afetam a sua imagem.
Em vez de se preocupar como os jogadores comemoram gols, a diretoria do SFC deveria se preocupar com o pouco número de tentos marcados e grande número de gols sofridos.
Sabe-se lá se isto tem a ver com o desentendimento entre o ex-técnico Luxemburgo e o jogador Roberto Brum, o primeiro espírita, e o segundo evangélico.
O fato é que a ação provavelmente será copiada por outras equipes do Brasil, até porque deve agradar a uma ou outra emissora de televisão que transmite jogos.
Roberto Carlos diz que sonha em jogar a Copa
----Promete que vai jogar sem meias
Angélica declara torcida por drag queen no "BBB10"
----Gostaria de saber se ela estaria torcendo se uma drag-queen estivesse concorrendo para o trabalho dela...
Meryl Streep tem cara de cama desfeita", alfineta Sharon Stone
----Mas quem não sai da cama em filmes é La Stone
Lucro do JP Morgan cresce mais de 360% e fica em US$ 3,3 bi no trimestre
----Difícil entender como, em vista da quase generalizada incompetência dos funcionários das agências
Flagrado colocando dinheiro na meia, Leonardo Prudente
----gente, não leve a mal, o cara só é prudente, por isso colocava a grana na meia
Veja desvios à interdição no túnel Tribunal de Justiça
----tem algo de meio profético e irônico nesta manchete
A imprensa gosta de ser vista como o quarto poder, mas um poder benevolente, moral e diferenciado. Em vez de abusar de sinecuras e vantagens mil, a imprensa se preza a fazer o papel de equílibrio entre os outros poderes, visando o interesse do público, informando-o.
Como nada é perfeito nesse mundo, a imprensa vez por outra se demonstra assaz relaxada na área do viés. Principalmente quando, de uma forma ou outra, seus interesses comerciais são ameaçados.
Vou ser curto e grosso, mas não vou mencionar nomes. Quero que fique claro que não se trata das Organizações Globo.
Um certo jornal brasileiro on-line dá muito destaque quando um ou outro pastor evangélico pisa na bola. Tais fatos, ou especulações, merecem grande destaque nas páginas do jornal impresso e na Internet, com completa identificação do nome e associação religiosa do "infrator". Só falta publicar o CPF do acusado.
Cúmulo dos cúmulos, recentemente uma repórter deste mesmo veículo se gabou nas páginas do próprio jornal de se fazer passar por advogada, para obter acesso a dados confidenciais de um certo pastor, objeto habitual de obcecadas e infindas investigações do jornal. A repórter disse que a mentira se justificava por que ela estaria "protegendo o interesse do público".
Há alguns dias atrás, esse mesmo veículo passou a divulgar notícias sobre um bebê que foi achado com cinquenta agulhas inseridas no corpo, na Bahia. Hoje publicou que a justiça do estado havia decretado a prisão dos suspeitos de inserir agulhas na criança.
Supostamente, o crime além de hediondo foi cometido durante um não identificado ritual religioso. O padrasto da criança, além de sua amante a uma mulher descrita como "dona do centro de rituais religiosos" foram presos.
Curiosamente, parece não haver interesse público em divulgar a identidade de tal religião, ou procedência de tais rituais religosos. Por que? Eu prefiro saber quais são as religiões e rituais "religiosos" que envolvem inserção de agulhas em inocentes crianças, do que ficar sabendo detalhes sobre o patrimônio de pastores. Ou será que o dinheiro dado voluntariamente por fiéis é mais importante do que uma criança de 2 anos que foi brutalmente atacada?
Repito, quando um pastor é acusado de cometer um ato supostamente ilegal ou imoral, seu nome completo e afliação religiosa são prontamente identificados, frequentemente nas manchetes. Por que não chamá-los de "sacerdotes de instituição religosa", um eufemismo tão leve quando "centro de rituais religiosos"?
Não seria hora da imprensa acordar e divulgar que certos "rituais religiosos" praticados no Brasil podem, e de fato, levam a prática de abusos contra animais e mesmo indivíduos?
Qual a razão de proteger a identidade do tal "centro de rituais religiosos"? Parecer politicamente correto?
Vamos ver o que ocorre nos próximos dias. Mas não percam o sono, porque é assim mesmo, todos somos iguais, mas alguns são mais iguais do que os outros. A tal da isonomia.
Não entendo, e acho que nunca vou entender, quando homens e mulheres multi-miliardários se enveredam pelos lados da política. Não que eu ache que o cara só entra na política para se dar bem e enriquecer, portanto, entrar no ramo seria desnecessário para aqueles que já são riquíssimos. Simplesmente a dor de cabeça e o risco de denegrir de vez por todas a imagem parecem não compensar os benefícios do cargo público.
Entendo também que algumas pessoas sentem que têm muita coisa a contribuir à sociedade, e por isso entram na política. Com o benefício da retrospectiva, vemos que em muitos casos os ricos que foram pegos com a boca na botija não foram parlamentares ou representantes do Executivo exemplares, na maioria são políticos medíocres.
Não estou generalizando, pois sei que diversos políticos ricos fizeram uma boa carreira na política, primando pela lisura e bom serviço público. Quero ir um pouco mais profundo no assunto.
A resposta parece ser uma coisa mais ontológica mesmo, vai diretamente na base da sociedade brasileira e ajuda a explicar também por que certas outras classes não gozam de certo prestígio na nossa sociedade.
Alguns historiadores, antropólogos e sociólogos dizem que somente três classes gozavam de qualquer prestígio na sociedade brasileira antiga, e diria eu, a situação parece resistir até hoje. Eram os proprietários, políticos e o clero. Em suma, TER era mais importante do que SER, algo que perdura até hoje. TER terras, TER o poder ou TER sacerdócio espiritual eram as únicas atividades dignas de um ser humano. SER um industrial, grande professor, artista ou advogado eram secundários na escala de valores da sociedade.
Isso explica uma das razões pelas quais o grande empresário Barão de Mauá acabou se metendo na política, e antes e depois dele, milhares de outros industriais, banqueiros, jornalistas e empresários de todo genero, fizeram a mesma burrada. Ter muito dinheiro e prestígio num determinado mercado ou nos círculos abastados parecem não ser suficientes na nossa sociedade. A situação parece se complicar mais ainda na época em que vivemos, onde o culto a celebridade assume proporções gigantescas, e aparecer na mídia é o objetivo principal de milhões de pessoas mundo afora.
Muita coisa mudou e evoluiu na sociedade brasileira. Entretanto, embora muita gente ache que todo político é ladrão e corrupto, para muitas pessoas este é o único objetivo na vida. Ser chamado de Doutor Senadore dar carteiradas não parece um preço alto para jogar uma reputação na lama, pois o que importa é ter a foto e o nome nos jornais. Ego ubber alles! Servir bem o público, quem sabe venha em último lugar na mente da maioria, daí o fracasso da classe política na sociedade atual.
Supostamente, houve época nos Estados Unidos em que trabalhar duro e honestamente e ter um nível razoável de talento significava sucesso garantido na vida, seja financeiro, profissional, social. Foi disso que surgiu o grande mito da meritocracia.
Obviamente, aqueles que atingiram o suposto patamar do sucesso, em seus mais diferentes matizes, abraçam plenamente a ideia da meritocracia, como sendo um puro, justo e infalível sistema de prêmios para as pessoas com mérito. Afinal, fazem com que se sintam ainda mais por cima da cocada preta, constituindo evidência sine qua non da sua inconteste superioridade. Se alguém não aceita a meritocracia, alegando que ela não existe, certamente é um desiludido sujeito, desprovido de sucesso, um invejoso que está chorando o leite derramado e que não vê a verdadeira "luz".
Como dizia Machadão, aos vencedores as batatas. E eu digo, aos perdedores, as cascas.
Não há dúvidas de que os que têm real mérito têm maiores chances de obter o sucesso, na definição mais ontológica de mérito. Nisso, presume-se essência de talento natural ou aprendido, com boa dose de esforço e trabalho.
Entretanto, pouco ou nada se fala, na meritocracia, no marketing pessoal da pessoa, fator que influencia imensamente o sucesso nos dias atuais.
É aqui que o bicho pega, pois nota-se entre os "merecedores" uma boa dose de marketing pessoal bem aplicado, ou de QI (quem indicou). Nota-se inclusive muita gente sem o suposto talento natural ou aprendido, e esforço, que ainda assim atinge o sucesso - por que fez as conexões certas, ou em alguns casos, por que alguém as fez para ele(a).
Seríamos todos produtos, que se bem promovidos, embalados e apresentados, são bem sucedidos?
Chega-se então á conclusão de que embora a meritocracia faça bem ao ego dos bem sucedidos, nada mais é do que um dos grandes engodos do século, pois basta ser da família certa, embora bossal, para chegar a ser presidente da maior nação do mundo, como prova a história recente.
W é a antítese da meritocracia.
Na última fase da nossa combalida humanidade, o grande sonho de milhões de pessoas mundo afora é a ascendência social através de um escândalo ou tragédia pessoal. Sim, hoje em dia não se almeja tanto o sucesso nos EUA pelos meios tradicionais da meritocracia. Muitos tentam chegar ao sucesso através dos bons ofícios de tribunais, com milionárias lides com ou sem mérito, através da indenização. Este é, supostamente, o único meio em que ainda se transferem grandes valores dos mais ricos e poderosos aos mais pobres. Sucesso instantâneo!
Hoje o grande sonho não é mais trilhar um caminho bem sucedido e honesto na vida, com muito trabalho, devido às grandes dificuldades, mas sim aproveitar as grandes oportunidades de marketing e merchandising que um bom escândalo, acidente ou processo judicial pode criar para o mais medíocre dos seres humanos. Numa era obcecada pela projeção midiática e cultura de celebridades, o jeito é se inserir na mídia de uma forma, ou outra.
Como a sociedade brasileira adora absorver quase tudo que há de errado na americana, chega-se à conclusão de que o mundo em que vivemos nada mais é do que uma Terra do microvestido rosa.
Como a vida dá voltas.
Foi veiculado na imprensa que o Brasil esteve prestes a comprar uma participação de 30% no Citibank.
Para os de memória curta, ou muito jovens, o Citibank era o grande algoz da dívida externa brasileira nos anos 80 e 90. Lembro-me até hoje de ter visto um representante da casa saindo com cara de bravo, e ar de desdém, de uma reunião com um dos Ministros da Fazenda da época, em Nova York, certamente contrariado com o que ouvira. Sua expressão parecia dizer "são umas crianças esses brasileiros". Logo depois, houve uma entrevista coletiva.
Anos depois, o Brasil supera a crise internacional melhor que a maioria dos países, e o Citi quase afunda.
Teria sido engraçado se o Brasil tivesse se tornado acionista.
PARA DIVULGAÇÃO IMEDIATA
CONTATOS DE IMPRENSA: Sara Rothschild (srothschild@liferaftgroup.org)
Estados Unidos: 973‐ 837‐9092
Vicky Ossio (vossiop@gmail.com)
Bolívia: 591‐7153‐2703
LIFE RAFT GROUP ANUNCIA
ALIANÇA GIST LATINO AMERICANA
Wayne, NJ ‐ Life Raft Group (LRG), uma organização internacional baseada nos pacientes e dedicado a encontrar uma cura para um tipo de câncer chamado tumor estromal gastrintestinal (GIST, da sigla em inglês, Gastro Intestinal Stromal Tumor), anunciou hoje a fundação da União GIST Latino Americana, uma parceria de pacientes envolvidos com associações representando dez países latino‐americanos que se reuniram para criar a Iniciativa GIST Latino Americana para a comunidade GIST.
A cada ano, 5,000‐10,000 pessoas nos Estados Unidos são diagnosticadas com GIST, uma forma rara de câncer, para o qual não há cura conhecida. Infelizmente, não existem estatísticas sobre a incidência desta doença na América Latina. No entanto, a investigação está em andamento para se determinar as taxas de incidência da doença na região. O LRG identificou a necessidade de preencher a lacuna de informação existente na América Latina entre os pacientes com GIST, parentes e pessoas relacionadas e profissionais de saúde. A Iniciativa GIST Latino Americana visa melhorar a taxa de sobrevida dos pacientes com GIST levando o conhecimento das opções atuais de tratamento, estreitar a relação entre o conhecimento científico e tratamento clínico do GIST, identificar e alcançar mais pacientes, profissionais da área médica ligados ao tratamento da doem de si mesmos.
Os membros fundadores da Iniciativa GIST Latino Americana incluem: Sandra Mesri da Argentina, Vicky Ossio da Bolívia, Dr. Alexandre Sakano do Brasil, Piga Fernandez Kaempffer do Chile, Dr. Rafael Vega da Colômbia, Dr. Michael Josephy da Costa Rica, Alejandro Miranda da República Dominicana, Rodrigo Salas do México, Fabrizio Martilotta do Uruguai, Maria Isabel Gómez de Soriano da Venezuela, e Pat Garcia‐Gonzalez da Fundação Max. Trabalhando em conjunto, este grupo tem o potencial de permitir que milhares de pacientes se tornem especialistas em navegar seus cuidados por este câncer raro, assim como para envolver e mobilizar a comunidade médica para melhorar a gestão do GIST.
Na maioria dos países latino‐americanos, pacientes com câncer não participam de organizações de apoio ao câncer, por razões tais como fatores culturais, falta de informação ou falta de interesse. "É um desafio identificar e alcançar os doentes com GIST para compartilhar mais informações sobre sua doença. Com a ajuda da LRG, precisamos encontrar e encorajar pacientes e cuidadores a defender seus direitos e participar no processo de decisão para o seu plano de tratamento. Nós não podemos deixar pacientes morrerem devido à falta de informação de sua parte ou da parte de seus médicos", diz Vicky Ossio,
coordenador e facilitador da Iniciativa GIST Latino Americana Comunidade de E‐mails.
Ao contrário dos Institutos Nacionais de Saúde nos Estados Unidos, a maioria dos países da América Latina não tem um sistema centralizado de atendimento para acompanhar as estatísticas e gestão dos casos de câncer, nem as opções de tratamento suficientes. "Os países latino‐americanos estão atrasados no processo de triagem clínica, o que torna difícil estender a vida de muitos desses pacientes. Precisamos colaborar com as instituições de ensino e de saúde em cada país para conscientizar sobre este problema e ter doenças como GIST na tela do radar”, diz Rodrigo Salas do México, que já começou a trabalhar com Monterrey
Instituto de Tecnologia para iniciar um esforço de colaboração.
Com a experiência da LRG de ser um grupo mundialmente conhecido na defesa do paciente, a União GIST Latino Americana tem as ferramentas certas para realizar o seu plano estratégico de informação, educação e horizontes de tratamento para a comunidade latino‐americana.
Mais detalhes sobre o Life Raft Group (http://www.liferaftgroup.org):
O Life Raft Group (LRG) é uma organização que oferece apoio, informação e assistência aos pacientes e familiares com um câncer raro chamado de tumor estromal gastrointestinal (GIST). O LRG oferece um leque de apoio e serviços educacionais, incluindo: uma comunidade on‐line para pacientes e cuidadores, locais de reuniões presenciais de apoio, sites, boletins mensais, webcasts e consultas individuais para pacientes. Além disso, o LRG vem trabalhando fortemente para encontrar uma cura para esta doença reunindo uma equipe internacional de pesquisadores do GIST. O projeto LRG para garantir a sobrevida de pacientes com GIST é baseado em uma estratégia de longo prazo de se encontrar uma cura para esta doença através da investigação e uma estratégia imediata para manter os pacientes vivos através da informação e da educação.
Mais sobre GIST:
Os GIST pertencem a um grupo de tumores raros chamados de sarcomas de tecidos moles que podem ocorrer nos tecidos conectivos como ossos, músculos, gordura, nervos, vasos sanguíneos e cartilagens. Cerca de 40‐70% dos GIST se originam no estômago, 20‐40% no intestino delgado, e 5‐15% no cólon e reto. Em 2000 os cientistas descobriram uma maneira de diagnosticar corretamente o GIST através de testes de uma mutação no gene C‐Kit. Naquele mesmo ano, a introdução de Glivec ® (mesilato de imatinibe), uma droga molecularmente alvo específica para o gene C‐Kit resultou em uma resposta de 85% em pacientes com TEG que anteriormente tinham poucas opções de tratamento eficazes. Com os pacientes começando a desenvolver resistência ao Glivec ®, o LRG está correndo contra o relógio da resistência à droga para encontrar novos tratamentos para salvar suas vidas.
Infelizmente o dia em que a pessoa é mais querida na sua vida é o dia da sua morte.
Um dos grandes segredos da vida é fazer com que as coisas que te prejudicam, te ajudem. É mudar as regras do jogo.
Manda pro galinhão.
Tuitar é quase a mesma coisa que falar sozinho
O próprio cacofato é uma palavra feia...
Incrivel como, no tédio, o conceito de relevância se reformula
Infelizmente a maioria das pessoas com amplas plataformas só as usam com eficácia em benefício próprio
Karl Marx dizia que a religião era o ópio do povo - na realidade, a TV é o ópio do povo
Quanto mais aumenta a obcessão por relevância, mais irrelevantes as coisas ficam
É difícil distinguir o limiar entre convicções e merchandising/ marketing nos dias atuais
Sei que muitos brasileiros têm bronca do voto ser obrigatório. Ter que sair do conforto da sua casa e rotina, e votar em candidatos que muitas vezes nada lhe dizem deve ser chato. O pior é que é uma obrigação, e se você não vota ou justifica sua ausência, pode ter problemas mais tarde. Não reclamem, pois poderia ser pior.
Nos EUA, votar não é obrigatório. Mas você pode ser chamado para servir como jurado de um processo. E se não comparecer, pode entrar em cana, por desacato a autoridade!!!
Existem algumas exceções, mas a grande maioria das pessoas chamadas tem que comparecer e pronto. O sujeito fica um ou dois dias sendo entrevistado por advogados de diversos casos, e se você for escolhido, pode ter uma experiência assaz desagradável. Alguns julgamentos podem durar semanas.
Se você tem um emprego, o empregador é obrigado a te pagar enquanto estiver lá. Mas se trabalha por conta própria, como eu, que de dane. Pode ficar semanas sem ganhar nada, sem grande compensação. Em Nova York pagam 50 dólares por dia do jurado, e na Flórida, parcos 15 dólares. Isto mesmo, 15 dólares por dia, e você tem que pagar seu estacionamento e alimentação. Ou seja, ainda tem que pagar para servir de jurado. Se não tem grana, problema é seu. Não tem transporte, problema é seu. Ah, e tem que vir bonitinho, se vier com roupa feia ouve uma chupança do Juiz.
Mas será possível, a opinião dos "pares" é tão importante assim? Infelizmente, não estão muito interessados nas opiniões dos "pares" ou dos ímpares. Tribunal de júri é relativamente raro no Brasil, mas nos EUA, terra do contencioso, é um recurso muito usado por advogados, principalmente em processos de responsabilidade civil.
Na realidade, a opção de juri é melhor para os advogados por que doze pessoas "normais" podem ser mais facilmente manipuladas pelo teatro encenado por advogados e promotores, do que um juiz experiente. Assim, muitas vezes o advogado do requerente solicita o tribunal de juri, somente para forçar o advogado do requerido a negociar. No fundo, ninguém quer participar de longos e cansativos julgamentos.
O pior disso tudo é que às vezes estão te entrevistando, para ver se te escolhem como jurado, e numa outra sala, os advogados ainda estão negociando. Depois de dois dias em salas abafadas, vêm te dizer que não precisam mais de você, pois chegaram a um acordo. Realmente um absurdo para quem tem o que fazer, e está "ganhando" 15 dólares por dia para estar ali. Para quem ganha 33% de sucumbência, os advogados do requerente, está ótimo.
Enfim, na próxima vez que tiver que ir votar, não reclame. Aqui no país da liberdade o bicho pega pesado. Pesadérrimo.
Raramente escrevo sobre o mesmo tópico em inglês e português. Meus públicos são diferentes, o que interessa para um não interessa para outro, etc. E acho até que penso diferente nos dois idiomas. Em inglês sou mais sério, tendo a falar de coisas relevantes, ao passo que em português sou mais brasileiro mesmo, gosto de um besteirol, chego a ser engraçado. Pelo menos acho que sou...
Um amigo me diz que estamos vivendo nos últimos tempos, e acredito nele. O mundo está de cabeça para baixo, segundo ele. Deixando a escatologia do lado, o fato é que têm ocorrido algumas coisas difíceis de explicar nos últimos tempos.
Vejam por exemplo, as magnânimas declarações de amor que são os slogans das empresas e governos, filosóficas declarações de missões, éticos manuais de conduta de centenas de páginas, que aparentemente ninguém lê, pois ninguém segue. Quanto mais destas coisas, verdadeiras peças de ficção e empombados padrões ISO enchem o mundo, mais os relacionamentos comerciais e institucionais se tornam non-sense. Parece piada.
Saí pela tangente. Desculpem. Vou voltar ao assunto.
Vou falar de modelos, manecas, manequins. Sim, um assunto mais agradável. Quem não quer ter uma bela filha Gisele? De fato, no Brasil milhões querem ter filhos Kakás e filhas Giseles, e sustentam, nutrem os sonhos de centenas de milhares de mocinhas, muitas das quais não levam o mínimo jeito para a coisa.
Uma confissão, até eu já fiz teste de modelo. Meu pai trabalhava na distribuição de um jornal chamado "Noticiário da Moda", no final dos anos 60, e fiz um testezinho. Vamos mudar de assunto...
Pois bem. Não há dúvidas de que a grande maioria dessas mocinhas não tem a qualificação mínima para ser modelos. Fotografam mal, não são muito bonitas, têm o corpo horrível, sorriso amarelo, não sabem posar, algumas são muito magras, outras gordinhas e baixas, há aquelas equipadas com pneus de Formula 1, mas isso não impede fotógrafos e agências de assessorem as desajeitadas meninas com seus "books", dando-lhes a impressão de que existe para elas um lugarzinho aconchegante no glamoroso, porém pequeno, mundo da alta moda.
Pressupõe-se, entretanto, que certos padrões mínimos de beleza tradicional devem ser atingidos, para ter uma carreira de sucesso como modelo. Não estou falando em ser uma milionária Bundchen da vida. Aparecer em capa de um catálogo nos EUA é coisa somente para lindíssimas e perfeitísimas rainhas da beleza.
Pois minha esposa me mostrou um catálogo de uma empresa de moda, ilustrado, em plena capa, com a beldade abaixo. Realmente a moça é bonita, mas a característica mais marcante do seu rosto é um vão imenso entre os dois dentes da frente. Dá para encaixar um charuto ali, de tão grande! Pensei até que era engano, daí, dentro do catálogo, me deparei com diversas fotos da profissional, sempre sorridente e mostrando com orgulho seu hiper dimensionado defeito odontológico.

Realmente não sei qual é o ponto disso. Supostamente é para ser charmoso, como a horrenda pinta da Cindy Crawford? Ela é filha do dono da empresa? O photoshop do studio quebrou?
Ou é um novo tipo de inclusão social?
Ou estamos vivendo nos últimos dias, mesmo...
Gírias são frequentemente engraçadas, e quando misturadas com ditados populares são recursos de efeito para qualquer literato. De fato, são perfeitas para dar uma certa identidade a personagens, quer de novelas e filmes, quer de romances.
Ocorre que quando usado excessivamente, o recurso fica chato. Chega a ser quase caricato, pois nem a pessoa mais girienta da Terra usa tanta gíria assim. Já a palavra "f" no inglês é uma coisa diferente, realmente tem gente que usa muito, uma vez em cada quatro palavras. É o verbo, adjetivo e interjeição predileto de muita gente. Mas não estamos falando de palavrões, e sim de gírias e ditados.
No samba frequentemente os autores usam gírias e ditados, para dar aquele ambiente de moro, embora o cara já more na zona sul há muito tempo. Duas músicas me vêm à mente, nas quais a utilização da dupla gíria-ditado passou dos limites.
Um é o samba-maxixe Io Io, de João Nogueira, que saiu no seu disco de 1980, se não me engano. Eis a letra, confiram -
Iô-iô você exalta a Bahia
porém nunca mais por lá ficou
e deu pra falar mal do Rio morando aos pés do
redentor
Até que no início você parecia que era um bom rapaz
Mas com essa mania de estar todo dia em jornal: Falou
demais
iô-iô olha o homem que é homem não muda que nem você
mudou
Não cospe no prato que come
nem vai contra o povo que o sagrou
em que casa de marimbondo você foi mexer porque é
falador
e agora só vai ser chamado de iô-iô
iô-iô que arapuca você colocou a carroça na frente dos
bois
e macaco velho não põe a mão em cumbuca e você pôs
Você vive inventando moda
jogada pra estar sempre em cartaz
e é tanta conversa fiada que ninguém agüenta mais
agiu de má fé nas paradas
só que dessa vez ninguém engoliu
e cai numa mesma mancada que agora é uma boca de funil
ninguém mexe com quem tá quieto
ainda mais carioca que é gozador
e agora só vai ser chamado de iô-iô
Já a outra é mais curiosa ainda, pois é uma adaptação de uma música americana, "16 Tons", (16 Toneladas) gravada por Noriel Vilela, dono de um baixo de fazer gosto a qualquer Rickenbacker. A primeira coisa que se nota é a jovialidade da letra, em completa contraposição ao original em inglês, que chega a ser deprimente. Depois é o número excessivo de gírias. Acho que todas as gírias existentes no Brasil na época forram usadas, a letra parece ter sido construída em volta das gírias. Muito engraçado.
Sente este samba quente
Que é muito legal
É super pra frente
É bem genial
Embalo como este
Só quem vai curtir
Quem não se machucar
Quando deixar cair
Por isso vem, vem
Embale na nossa
Este balanço
Tira qualquer um da fossa
Ele é um barato e é da pesada
Esse é o famoso 16 toneladas
Eu bolei o ano inteiro
Este samba pra frente
É gostoso paca
É um samba decente
Segure esta conversa
Segure a jogada
Quem não gosta de samba
Não gosta de nada
E é curtição
No samba empolgado
É o timão
Num estádio lotado
Turma da pesada
Que segura a parada
Esse é o famoso 16 toneladas
Sente este samba quente
Que é muito legal
É super pra frente
É bem genial
Embalo como este
Só quem vai curtir
Quem não se machucar
Quando deixa cair
Por isso, vem, vem
Embale na nossa
Este balanço
Tira qualquer um da fossa
Ele é um barato e é da pesada
Esse é o famoso 16 toneladas
Eu já dei o meu recado
Agora vou me mandar
Vou refrescar a cuca
Pra poder incrementar
A mente está cansada
E só da confusão
Onda de pirado
Deixa a gente na mão
Por isso vem, vem
Quem vai me encontrar
Agora estou na minha
Pois estou devagar
Já disse o que queria a toda rapaziada
Ai, oh ... é o 16 toneladas
Gostaria de estar escrevendo sobre o Santos, mas infelizmente, não é o caso.
Gostaria até de dizer que é o time que só tem craques. Também não é o caso.
A realidade é que o SPFC provavelmente vai ganhar seu quarto título brasileiro seguido acima de tudo por questões administrativas. São estas questões que fazem a diferença.
O São Paulo é o único time bem administrado do país. expliquem-me como é praticamente o único time que consegue reter grande parte do seu elenco, entra ano, sai ano. Por que todos jogadores bons dos outros times se mandam para a Europa, Ásia, e para a Lua, e os do SPFC ficam. Será que o time paga a mesma coisa que os times de fora? Duvido.
Ou seja, o clima dentro do clube faz com que os atletas não se precipitem e aceitem jogar no Uzbequistão ou outros paisecos de quinta. Eu diria que se o clima dos outros times de SP fosse tão bom quanto o do SPFC, os elencos não mudariam a cada seis meses.
Sem contar os micos de contratações. Até agora não engoli a contratação de Emerson pelo Santos...Não precisava ser especialista em futebol para ver que ele não duraria mais do que alguns joguinhos. Deu no que deu. Só falta venderem o Neymar para o Casaquistão e contratar o Roberto Carlos.
E o Palmeiras? Nunca um time perdeu um Brasileirão já ganho como o Palmeiras fez esse ano. INACREDITÁVEL. E agora os jogadores estão trocando tapas e socos, presidente suspenso... Por que esses dramalhões não acontecem no São Paulo?
Uma coisa ficou certa. O Muricy não era o milagreiro...
Bela porcaria, uma semana antes eu estava dizendo que taxativamente ocorreria um apagão, logo.
O que eles querem, a Medalha do Rio Branco? Ou eletricidade de graça para o resto da vida? Ou de diversas vidas?
Olha só nome dos caras, Fundação Cobra Coral.
Só no Brasil, mesmo...
Hoje fui acusado de ser antiético e de fazer falsa propaganda. Não foi uma acusação pública, mas sim feita por email, portanto, não vou prover os detalhes da mesma, nem tampouco expor a infeliz autora das linhas ao ridículo. Só achei que seria um tópico interessante para um post.
Na realidade, a única coisa que disse no meu anúncio foram verdades que infelizmente doem e perturbam certas mentes cartoriais, que acreditam piamente que os métodos brasileiros funcionam no exterior. Infelizmente para essas pessoas, não é o caso. A cultura cartorial brasileira funciona dentro do Brasil, a figura do poder delegado excessivo muitas vezes é desconhecida e não é reconhecida no exterior. Fé pública é restrita a autoridades devidamente constituídas (e não vitálicias) por estas bandas.
Ocorre que na hora de concorrer, aqueles que estão completamente engendrados na mentalidade de "otoridade" e favorecimento vitalício se vêm perdidos ao se deparar com uma cultura em que o direito consuetudinário impera e na qual as leis de mercado, por bem por mal, funcionam com mais eficácia do que no Brasil.
Assim que as acusações foram feitas com base em falsas e até ilógicas premissas, sem fundamentação legal, e desconhecimento profundo do assunto em pauta, e portanto, são completamente improcedentes.
Quem sabe um dia o Brasil se insira realmente na modernidade.
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